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14/01/2010 - 11h50

BCE mantém juros em 1% na zona do euro

EFE
Frankfurt (Alemanha), 14 jan (EFE).- O Banco Central Europeu (BCE) manteve a taxa básica de juros na zona do euro em 1%, o nível historicamente mais baixo, para não prejudicar a recuperação da economia.

A instituição europeia informou, em Frankfurt, que também deixou inalterada a facilidade marginal de crédito, pela qual empresta dinheiro aos bancos, em 1,75%. O BCE manteve a facilidade de depósito, que remunera depósitos overnight em bancos centrais nacionais, em 0,25%.

O BCE deixou os juros em 1% desde maio do ano passado, para fazer frente à recessão econômica e à pior crise financeira desde a Grande Depressão.

Antes, entre outubro de 2008 e maio de 2009, o BCE reduziu a taxa de juros em 3,25 pontos percentuais.

Os dados econômicos divulgados recentemente mostram que a economia dos países que compartilham o euro iniciou a recuperação e saiu da recessão no terceiro trimestre do ano passado, após mais de um ano de contração.

O economista-chefe para a Europa do banco Barclays Capital, Julian Callow, disse à Agência Efe que "o BCE não tem razões para modificar as taxas de juros, porque tudo caminhou como a entidade esperava".

No entanto, esta incipiente recuperação é frágil, já que aconteceu graças à liquidez que os bancos centrais injetaram e aos estímulos fiscais dos Governos.

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,4% no terceiro trimestre de 2009.

A economia de países como Alemanha, França e Itália já está no caminho da recuperação, enquanto a de outros, como Espanha e Grécia, ainda está em contração.

O analista do Commerzbank Michael Schubert disse à Efe que "o BCE tomou tantas decisões na reunião de dezembro que, até março, não divulgará nenhuma nova".

Schubert previu que a entidade europeia subirá os juros no quarto trimestre do ano e que, até então, terá como prioridade retirar o excesso de liquidez no sistema financeiro.

O BCE esperará que a concessão de créditos às empresas se normalize, que será um indicador de uma recuperação da economia e do comportamento dos bancos comerciais, segundo Schubert.

Atualmente, a concessão de créditos às empresas é muito baixa e piora mês a mês.

A concessão de créditos às empresas da zona do euro em novembro de 2009 caiu em 8 bilhões de euros a respeito de outubro, para 4,721 trilhões de euros, o que também representa 1,9% a menos que em novembro de 2008.

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