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14/01/2010 - 13h53

Grécia vai propor à UE plano para reduzir déficit para 8,7% em 2010

EFE
Atenas, 14 jan (EFE).- O primeiro-ministro da Grécia, Giorgos Papandreu, disse hoje em Atenas que o plano de recuperação orçamentário que será apresentado nesta sexta-feira em Bruxelas pretende reduzir o déficit público do Produto Interno Bruto (PIB) do país de 12,7% para 8,7%.

Após uma reunião de gabinete, o líder socialista expressou sua esperança que os sócios membros europeus "mostrem sua apreciação" pelos esforços realizados.

O ministro das Finanças, Giorgos Papaconstantinos, declarou que o Plano de Estabilidade e Desenvolvimento constitui "uma Mapa de Caminho" da economia grega.

Papaconstantinos anunciou que o plano de três anos do Governo grego quer reduzir o déficit para 5,6% em 2011, para 2,8% em 2012 e chegar a 2% em 2013.

A dívida pública do país subirá até 120,4% do PIB, após atingir 113,4% em 2009, o que equivale a 300 bilhões de euros.

O titular de Finanças anunciou mudanças na arrecadação de impostos, o congelamento de salários em 2010, a redução de contratos temporários, impostos sobre grandes fortunas, o aumento dos impostos do álcool e do tabaco, entre outros.

Ao todo, o corte dos gastos públicos alcançará 10% neste ano.

Papaconstantinos afirmou que a recente visita a Atenas dos analistas financeiros da Comissão Europeia e do Banco Central Europeu "foi útil para a construção do texto final do plano".

Segundo o ministro, os encontros ajudaram o Governo grego a traçar um projeto "claro para 2010, com medidas concretas, com calendário e detalhes para reduzir o déficit em quatro unidades".

O titular atribuiu à situação econômica da Grécia, a pior nas últimas décadas, à má gestão do Executivo conservador anterior, de 2004 a 2009.

Outra missão composta por cinco analistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) está na capital grega a partir de quarta-feira para assessorar o Governo e conseguir a recuperação econômica.

Na quarta-feira, Papandreu descartou a possibilidade da Grécia ser expulsa da zona do euro e de recorrer ao FMI para pedir financiamento.

O desemprego na Grécia ficou em outubro de 2009 em 9,8%, como anunciou hoje o Centro de Trabalho Nacional, quase 1,5 pontos percentuais a mais que no mesmo mês do ano anterior.

Não está descartado o crescimento do desemprego em 2010 e o Governo procura maneiras de aumentar o seguro-desemprego de 400 euros para 600 euros mensais.

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