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18/01/2010 - 16h28

Brasil e Argentina analisam em fevereiro redução de impedimentos comerciais

EFE
São Paulo, 18 jan (EFE).- Brasil e Argentina terão uma reunião ministerial no próximo dia 5 em Buenos Aires para estudar a redução dos impedimentos burocráticas que desaceleraram o fluxo comercial dos dois lados da fronteira.

O Brasil estará representado pelos ministros das Relações Exteriores, Celso Amorim; da Fazenda, Guido Mantega; e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, afirmou hoje o secretário-executivo desta última pasta, Ivan Ramalho.

O encontro será precedido no dia 4 por uma reunião de técnicos que analisarão os passos que ambos os países deverão dar para melhorar as relações comerciais.

Em novembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sua colega da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, decidir expedir em no máximo 60 dias as licenças não automáticas que os dois países aplicam sobre alguns produtos.

Os dois governantes também aprovaram um regime mais ágil para produtos perecíveis e decidiram estabelecer um mecanismo para avisar ao outro país com antecedência no caso do estabelecimento de uma nova licença não automática.

A Argentina aplica estas licenças desde o final de 2008, enquanto o Brasil implantou medidas similares em outubro passado, o que gerou enormes filas nas alfândegas, onde os caminhões ficaram parados durante dias, em alguns casos com cargas de produtos perecíveis.

Ao fazer o anúncio da próxima reunião, Ramalho considerou que, desde o encontro entre Lula e Cristina, houve melhorias na emissão de licenças em "praticamente todos os setores".

"Verificamos uma rapidez maior da Argentina. Não posso afirmar que isso alcança todos os setores, mas em alguns houve melhorias bastante significativas", disse o secretário-executivo na cerimônia de abertura de uma feira de calçados.

A Argentina é o terceiro parceiro comercial do Brasil, depois da China e dos Estados Unidos, com uma troca comercial que somou US$ 24,066 bilhões em 2009.

O Brasil exportou US$ 12,785 bilhões, 27,3% a menos do que o ano passado, enquanto as importações caíram 14,9%, até US$ 11,281 bilhões, segundo dados do Governo federal.

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