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18/01/2010 - 16h28

UE apoia melhoria na distribuição de lucros pelos preços dos alimentos

EFE
Bruxelas, 18 jan (EFE).- Os ministros de Agricultura da União Europeia (UE) concordaram hoje em impulsionar medidas para melhorar a distribuição do "valor agregado" nos preços dos alimentos, para que sejam beneficiados os elos mais frágeis da cadeia de produção, como agricultores e consumidores.

Entre os temas que os 27 debateram estavam os problemas na fixação dos preços alimentícios, como a especulação e as diferenças entre produtores e supermercados, durante o primeiro Conselho de Agricultura da UE do semestre presidido pela Espanha.

A ministra espanhola do Meio Ambiente, Meio Rural e Marino, Elena Espinosa, declarou, na qualidade de presidente do Conselho, que "a maior parte dos países" respaldaram atuações para melhorar as margens nos preços e as contraprestações para "aqueles mais frágeis, como os agricultores".

Segundo fontes comunitárias, os ministros apoiaram, em geral, iniciativas nesse âmbito e inclusive países liberais como o Reino Unido, se mostraram a favor de um acompanhamento de preços mais detalhado para ver como evolui o custo de um produto desde sua origem até que chega ao supermercado.

O Conselho se posicionou sobre as propostas apresentadas por Bruxelas com ideias para buscar soluções às desigualdades nos benefícios pelo custo da comida.

Os 27 discutiram sobre a possibilidade de compartilhar "medidas nacionais" e empreender outras a escala comunitária para melhorar a transparência no que respeita a tais cotações.

Também falaram sobre práticas de concorrência desleal e desequilíbrios nos contratos entre o agricultor, a indústria e a distribuição.

Como exemplo, Espinosa citou a ideia do observatório de preços existente na Espanha e em outros países, mas embora essa informação esteja disponível na internet não é muito difundida, por isso que as nações poderiam compartilhá-la para ver em que produtos há "maiores distorções" de concorrência.

Além disso, o Conselho de Agricultura da UE vai seguir debatendo o assunto em grupos de analistas como o Comitê Especial de Agricultura. No longo prazo, podem ser impulsionadas propostas legais para melhorar as relações comerciais na cadeia de produção alimentícia.

Durante o semestre são esperadas conclusões dos dois Grupos de Alto Nível da UE que atualmente estudam de perto a questão: o grupo sobre competitividade e o criado especificamente para abordar a crise do setor lácteo, provocada pelos baixos preços pagos aos criadores de gado.

Espinosa diferenciou iniciativas como a relacionada com o observatório dos preços partilhado, que poderiam ser adotadas antes, frente a projetos legislativos em escala da UE, que demorariam mais porque deveriam ser aprovados pelo Conselho de ministros e pelo Parlamento Europeu (PE).

Entre os países houve acordo salvo em questões como a indicação da origem dos produtos, segundo fontes comunitárias.

A agricultura, a indústria de transformação e a distribuição alimentícia representam 5% do valor agregado da UE e 7% de seu emprego.

O conselheiro de Agricultura da Catalunha, Joaquim Llena, assistiu ao Conselho como representante das comunidades autônomas.

Llena defendeu a necessidade de uma "transparência" na cadeia de produção alimentícia para dar certa "racionalidade" à fixação dos preços.

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