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20/01/2010 - 11h03

Merkel reitera apoio a reduções tributárias para superar crise

EFE

Berlim, 20 jan (EFE).- A chanceler alemã Angela Merkel reiterou hoje a defesa de seu Governo às reduções tributárias como parte da estratégia para sair da crise econômica, sustentando tanto o crescimento quanto a consolidação das finanças públicas.

No meio dos debates sobre os orçamentos públicos de 2010, que preveem um déficit recorde de 86 bilhões de euros e que será de aproximadamente 5% do PIB, Merkel defendeu as medidas tomadas até agora e insistiu que os planos de uma reforma tributária profunda continuam sendo parte essencial de seu programa de Governo.

A chanceler disse que um déficit menor ao orçado teria causado cortes durante o pior da crise econômica e, portanto, teria sido uma medida equivocada.

Merkel considera que, embora se estime novamente para 2010 um crescimento econômico na Alemanha, os efeitos da crise continuarão até 2013, quando a chanceler espera que a economia possa voltar ao mesmo patamar de 2008.

"A crise ainda não terminou", disse.

Por outro lado, a chanceler definiu a reativação da conjuntura como a principal meta da coalizão, formada por seu partido, a União Democrata-Cristã e sua ala bávara União Social-Cristã (CDU/CSU), e o Partido Liberal (FDP).

"A coalizão cristã-liberal renovará a força econômica de nosso país pelo crescimento sustentado", disse Merkel.

Nesse sentido, a chanceler defendeu as reduções tributárias, que entraram em vigor em 1º de janeiro, como uma ferramenta necessária para impulsionar a economia, dando um alívio às pequenas e médias empresas e às famílias.

Além disso, Merkel reiterou a vontade do Governo de fazer mais reduções tributárias por meio de uma reforma, como está contemplado nos programas de todos os partidos da coalizão.

No entanto, a chanceler advertiu que a data e os detalhes desta reforma tributária só poderão ser definidos depois das estimativas sobre a arrecadação tributária de maio próximo.

O tema da reforma tributária foi uma disputa permanente entre os partidos da coalizão. Enquanto o FDP quer que entre em vigor em 2011 - no acordo da coalizão figura essa data, embora ressaltada a expressão "na medida do possível" -, a CDU discorda de um prazo mais distante.

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