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20/01/2010 - 14h20

Repórteres Sem Fronteiras anuncia "centro operacional" para imprensa haitiana

EFE
Paris, 20 jan (EFE).- A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) anunciou hoje a criação de um "centro operacional de urgência" que esta organização e o grupo canadense Quebecor vão disponibilizar aos jornalistas haitianos no Haiti.

O projeto consiste prioritariamente em proporcionar meios de comunicação a alguns jornalistas que perderam suas instalações e equipes durante o devastador terremoto no país caribenho, afirma o comunicado divulgado hoje pela RSF.

Um local, situado na rua Cheriez, no bairro de Canapé-Vert de Porto Príncipe, abrigará o material de comunicação proporcionado pela Quebecor, acrescenta a nota.

A esse material se acrescentarão equipes procedentes da República Dominicana que se espera que cheguem hoje mesmo à capital haitiana.

O novo "centro operacional" de imprensa pretende facilitar os contatos entre representantes das redações e oferecer às autoridades políticas e às ONGs um marco de comunicação com a imprensa haitiana.

Segundo a RSF, o projeto também tem como objetivo se transformar em um ponto de referência para que a imprensa internacional possa entender melhor a realidade do país.

O local onde se instalará o centro de imprensa tem capacidade para 20 profissionais, uma sala de conferências de 40 praças e um terraço que pode abrigar até 60 pessoas. Ele contará também com acesso à internet de alta velocidade, rede telefônica, sistema de videoconferências e acesso à televisão via satélite.

Sua continuidade exige ajuda técnica e econômica e por isso a RSF chamou hoje ONGs, instituições internacionais e veículos de comunicação estrangeiros para que façam doações ou forneçam ajuda a este projeto.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado hoje que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras.

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