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22/01/2010 - 15h14

GE lucra 38% menos em 2009

Nova York, 22 jan (EFE).- A General Electric (GE) informou hoje que sofreu uma queda de 38% em seu lucro líquido anual em 2009, mas adiantou previsões encorajadoras sobre a evolução da economia e assegurou que a partir de 2011 voltará a crescer, o que foi bem recebido por investidores e analistas.

O grupo americano detalhou que em 2009 teve lucro de US$ 10,725 bilhões, 38% menos que no ano anterior, afetado pela queda de alguns de seus negócios, desde turbinas de vento até a divisão de mídia "NBC" Universal.

A GE, que é uma das 30 componentes do índice Dow Jones Industrial e um dos grupos mais amplos e diversificados dos Estados Unidos, viu sua receita cair 14% em 2009, que ficou em US$ 156,783 bilhões.

O resultado operacional atribuível ao grupo alcançou US$ 11,218 bilhões, o que também representa queda de 38%, ao mesmo tempo em que o lucro por ação foi de US$ 1,01, 41% menos que o US$ 1,72 por título de 2008.

Por áreas de negócio, a rentabilidade das atividades de infraestruturas energéticas aumentou em todo o ano 9%, enquanto a de tecnológicas caiu 16% e a de financeiras 67%.

A rentabilidade da "NBC" Universal - que a GE decidiu fundir com a Comcast e ceder a esta última o controle da companhia resultante -, caiu 28% e seu lucro ficou em US$ 2,264 bilhões, ao mesmo tempo em que sua receita caiu 9%, para US$ 15,436 bilhões.

O lucro conseguido só no quarto trimestre de 2009 foi de US$ 2,938 bilhões, o que representa queda de 19% em relação ao mesmo período de 2008, que o grupo atribui em parte à queda da atividade em infraestruturas e serviços financeiros.

Mesmo assim, o lucro trimestral superou as previsões dos analistas e permitiu que o ganho por ação fosse de US$ 0,28, frente a US$ 0,35 de um ano antes.

A receita da empresa caiu 10% e ficou em US$ 41,438 bilhões, dos quais US$ 4,268 bilhões foram obtidos através da "NBC" Universal, 4% menos que no ano anterior.

Essa divisão, avaliada em US$ 30 bilhões, lucrou US$ 602 milhões no último trimestre, 30% menos que um ano antes.

Uma das divisões mais prejudicadas do grupo durante a crise foi seu braço financeiro, a Capital Financial, por causa da queda do mercado imobiliário e hipotecário.

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