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26/01/2010 - 11h52

Membros do Fórum de Davos debatem criação de novas normas mundiais

Davos (Suíça), 26 jan (EFE).- Os seis co-presidentes do Fórum Econômico Mundial de Davos, diretores executivos de algumas das principais empresas internacionais, afirmaram nesta quarta-feira que o mundo mudou e que é necessário criar novos parâmetros para que todos se sintam incluídos nele.

"O centro de gravidade do mundo girou rumo ao sul e ao leste, o crescimento da China não deve ser visto como uma ameaça, mas como uma oportunidade para o resto do mundo. A China cada vez importa mais e cada vez investe mais no resto do mundo e isso é muito positivo", afirmou Wei Jiafu, presidente de companhia chinesa China Ocean Shipping Group Co.

"O mundo está crescendo em dupla velocidade, os países em desenvolvimento mais rápido que os desenvolvidos, mas que os primeiros cresçam rápido para criar oportunidades para todos, porque estes países crescem em população e essas pessoas abrem um novo mercado para os produtos dos países ricos", assinalou Chanda Kochhar, diretora-executiva do banco indiano ICICI Bank.

"Uma vez aceita a mudança, agora o que necessitamos é mais colaboração, mais diálogo entre os políticos e os empresários além de novas normas", concluiu Jacob Wallenberg, presidente da empresa sueca Investor.

De acordo com o diretor-executivo da Nestlé, Paul Bulcke, o mais otimista de todos os co-presidentes do Fórum, o mundo já saiu da crise e uma vez superada a pior fase, o desafio agora é entendê-lo em sua nova dimensão.

"Normas compartilhadas para uma nova realidade' -o lema da edição deste ano- me parece muito adequado. Porque é exatamente isso que precisamos, novas normas que se baseiem nos valores que todos nós compartilhamos", asseverou Bulcke.

"Uma vez a crise superada, agora precisamos pensar a longo prazo e fazer de forma compartilhada. Sou otimista eu acho que podemos alcançar o objetivo", acrescentou Bulcke.

Os grandes executivos não evitaram o fato de que a economia global, mas especialmente Europa e Estados Unidos, enfrenta grandes desafios e múltiplos problemas.

"Eu sou otimista, porque o que acontece é normal, cada paradigma de crescimento traz novos problemas. Atualmente nos países desenvolvidos são o desemprego e a dívida; nas nações em desenvolvimento a criação de infraestruturas, a distribuição da riqueza, a educação, etc, mas é preciso enfrentá-los", explicou Kochhar.
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