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26/01/2010 - 09h04

Números oficiais mostram que R.Unido saiu da recessão

Londres, 26 jan (EFE).- O Reino Unido saiu muito fracamente da recessão, depois que o Produto Interno Bruto (PIB) registrou uma alta de 0,1% no último trimestre de 2009, informou hoje o Escritório para Estatísticas Nacionais (ONS, em inglês) britânico.

A economia britânica, que mostrou sinais de recuperação com a queda do desemprego entre setembro e novembro de 2009, sofreu uma forte contração durante seis trimestres consecutivos, com uma queda em torno de 6%.

Apesar de tudo, a saída da recessão foi com uma porcentagem muito frágil - 0,1% entre outubro e dezembro, frente aos três meses anteriores -, já que os analistas britânicos tinham previsto que o PIB subiria 0,4%.

Em um gesto pouco habitual, o ONS decidiu divulgar os dados do PIB em entrevista coletiva realizada em sua sede do centro da capital britânica.

Embora os dados de hoje representem uma boa notícia para o país, a produção ainda está 3,2% abaixo do nível do mesmo período do ano anterior, enquanto o PIB desceu 4,8% durante 2009, segundo o ONS.

Esta contração anual correspondente a 2009 é a mais importante desde que este tipo de dado começou a ser registrado, em 1949, afirmou hoje a imprensa britânica.

Das grandes economias do mundo, a do Reino Unido é uma das últimas a sair da recessão, já que as da Alemanha e da França já fizeram o mesmo no ano passado.

Após a divulgação dos dados, um porta-voz do Tesouro disse que o ministro da Economia britânico, Alistair Darling, sempre tinha deixado claro que a economia voltaria ao crescimento no final de 2009, e os números de hoje - acrescentou - refletem esse convencimento.

"O que este dado deixa claro é que o Governo está no caminho certo, ao se sentir confiante, mas cauteloso, sobre as perspectivas da economia e é correto que continuemos apoiando a economia", afirmou o porta-voz.

"Retirar o apoio que nos ajudou a chegar a este ponto colocaria em risco a recuperação", especificou.

A saída da recessão é uma boa notícia para o primeiro-ministro do Reino Unido, o trabalhista Gordon Brown, diante das eleições gerais que deverão acontecer no máximo em junho, apesar de os conservadores - principais da oposição - partirem como favoritos.

Desde o começo da recessão britânica no segundo trimestre de 2008, o Banco da Inglaterra determinou uma série de cortes da taxa básica de juros, para apoiar a economia, até situá-la atualmente em 0,5%, o número mais baixo da história.

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