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27/01/2010 - 17h24

Sarkozy critica excessos do capitalismo e defende intervenção estatal

Davos (Suíça), 27 jan (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, fez duras críticas hoje aos excessos do capitalismo e defendeu a regulação do sistema financeiro e a intervenção estatal, sem as quais "tudo teria afundado".

"Todos sabemos o que teria ocorrido sem a intervenção estatal para manter a confiança e apoiar a indústria: o colapso total", afirmou Sarkozy, ao abrir oficialmente a 40ª edição do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

"Não é uma questão de liberalismo, nem de socialismo, nem de direita, nem de esquerda, é uma realidade", disse o presidente francês, ao ressaltar que "os desequilíbrios da economia mundial alimentaram o desenvolvimento das finanças globais".

"Desregulamentamos as finanças para poder financiar mais facilmente o déficit daqueles que consumiam demais com os excedentes daqueles que não consumiam o suficiente", acrescentou.

"Continuaremos fazendo a economia correr riscos insustentáveis e incentivando a especulação se não mudarmos a regulamentação bancária, as regras de prudência, as regras contábeis", alertou Sarkozy.

Para o presidente francês, se trata agora de debater "como voltar a pôr a economia a serviço do homem".

"Não é o caso de perguntar por qual sistema vamos substituir o capitalismo, mas de saber que capitalismo queremos", disse.

"O presidente (dos Estados Unidos, Barack) Obama tem razão quando diz que é preciso dissuadir os bancos de especularem para si mesmos ou que financiem fundos especulativos. Mas esse debate não pode ser resolvido por um só país, seja qual for seu peso nas finanças mundiais. Esse debate deve ser decidido no G20" (Grupo dos Vinte, que reúne os países ricos e principais emergentes), acrescentou.

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