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28/01/2010 - 18h16

BNDES bate recorde de desembolsos em 2009

Rio de Janeiro, 28 jan (EFE).- O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou hoje que seu número de desembolsos em 2009 bateram recorde, ao atingirem R$ 137,4 bilhões, o que representa um crescimento de 49% em relação a 2008.

Esses números fazem da instituição o banco que mais expandiu suas linhas de financiamento no país desde o início da crise econômica mundial em setembro de 2008, com o pedido de concordata do banco de investimentos americano Lehman Brothers.

Desde então, a entidade foi responsável por 37% das novas operações de crédito no Brasil, superando em 10% a expansão do setor privado.

"A economia brasileira já está crescendo, viramos a página da crise. A discussão agora é sobre o ritmo que teremos em 2010 e 2011", afirmou o presidente do BNDES, Luciano Coutinho, em entrevista coletiva.

"As pequenas e microempresas ainda estão encontrando problemas no mercado para conseguir financiamento. O crédito às pequenas e médias empresas é pouco", lamentou Coutinho.

O volume de empréstimos concedido pelo BNDES cresceu especialmente graças aos setores químico e petroquímico, que contam com uma importante participação da Petrobras e que receberam R$ 25,6 bilhões, com um aumento de 355,9% ao ano.

O setor de transportes recebeu R$ 27,2 bilhões, 44,5% a mais, e também foram registrados fortes aumentos nos de eletricidade (63,9%) e metalurgia (42,5%), o que põe em evidência a recuperação destas áreas.

Coutinho destacou ainda a melhora dos setores industriais orientados a atender o mercado brasileiro, enquanto indústrias exportadoras como as de mineração, siderurgia e de produção de celulose "ainda não estão se recuperando", por isso não estão retomando os investimentos e não demandam crédito, explicou.

O BNDES previu que, para os próximos quatro anos, suas operações de crédito poderão crescer a um ritmo anual de 7%, impulsionado principalmente pelos setores de petróleo e gás, infraestruturas e indústrias como a de transporte, orientadas ao mercado interno.

Nesses cálculos estão incluídas grandes obras em execução, como as hidroelétricas de Santo Antonio e Jiraú, e outras em projeto como a hidroelétrica de Belo Monte, que será a terceira maior do mundo.

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