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29/01/2010 - 10h13

Calderón pede incentivos para reduzir emissões de carbono

EFE
Davos (Suíça), 29 jan (EFE).- O presidente do México, Felipe Calderón, defendeu hoje que os países sejam incentivados a adotar medidas para reduzir suas emissões de carbono e combater a mudança climática.

Calderón disse que só assim poderá ter êxito a próxima cúpula da ONU sobre mudança climática que será realizada no final de ano na cidade mexicana de Cancún, para tentar conseguir um acordo que substitua o de Kioto, após o fracasso da cúpula de Copenhague, em dezembro do ano passado.

O líder mexicano falava em uma sessão do Fórum Econômico Mundial, em Davos, dedicada à mudança climática, na qual representantes da indústria automobilística pediram que sejam fixados objetivos claros.

"Devemos tentar aprender com os erros de Copenhague e restabelecer a confiança entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento. Para isso, quero trazer a Cancún todas as partes e escutar todas as vozes", afirmou Calderón.

Disse que é preciso entender que "há percepções muito diferentes do problema, há posturas diferentes e muitos interesses legítimos, pois os países pequenos que estão em perigo de perder seu território pelo aquecimento, os países industrializados, os países em desenvolvimento com grandes emissões e os que não poluem não têm a mesma percepção".

Calderón ressaltou que "a falta de consenso está relacionada com problemas econômicos de cada país, porque há custos econômicos associados à tarefa" de frear a mudança climática.

Afirmou que, "se pudermos encontrar um mecanismo econômico com os incentivos adequados para impulsionar ações, seja dos países em desenvolvimento ou desenvolvidos, estaremos no caminho de encontrar uma solução em Cancún".

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