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29/01/2010 - 16h42

EUA crescem 5,7% no quarto trimestre de 2009

Teresa Bouza Washington, 29 jan (EFE).- A economia dos Estados Unidos registrou a maior alta em mais de seis anos no último trimestre de 2009 ao crescer a uma taxa anual de 5,7%, disse hoje o Governo.

O dado superou as previsões do consenso de analistas, que tinha antecipado um crescimento de 4,5% para a reta final do ano.

O número, que chega após um crescimento de 2,2% no terceiro trimestre do ano passado, representa um sinal mais sólido até o momento de que a pior recessão das últimas sete décadas chegou ao seu fim.

Isso é o que acredita grande parte dos economistas do país. No entanto, o centro encarregado de declarar oficialmente o final das recessões, o National Bureau of Economic Research, não se pronunciou a respeito.

Além disso, a economia americana encerrou o ano no negativo, ao cair em seu conjunto 2,4%, a maior queda desde 1946, primeiro ano após o fim da Segunda Guerra Mundial.

Os sinais de recuperação são inegáveis, mas os analistas contêm o otimismo.

"Seria prematuro abrir o champanhe", escreveu em uma nota a seus clientes Ed McKelvey, economista do banco Goldman Sachs. Ele lembrou que a alta do último trimestre responde à grande mudança na política de reservas, assim como ao estímulo governamental.

As reservas empresariais caíram US$ 33,5 bilhões no quarto trimestre, após cair US$ 139,2 bilhões entre julho e setembro.

No total, 60% do crescimento do último trimestre obedeceu a essa forte queda na redução de reservas, o que demonstra que as empresas voltaram a repor seus estoques, reduzidos pela recessão.

Mesmo assim, quando se descontam os estoques, os EUA cresceram a uma taxa anual de 2,2%, o que demonstra que outros segmentos da economia também estão se recuperando.

Entre os sinais de recuperação está a alta nos investimentos empresariais, que aumentaram 2,9% no último trimestre após uma queda contínua ao longo de todo o ano. Isso fez com que os investimentos no conjunto de 2009 caíssem 17,9%.

Os observadores acreditam que, se os negócios aumentam suas despesas, começarão em breve com os contratações e lembram a grande melhoria que aconteceu entre o início de 2009, quando a contração chegou a 39,2%, e o final do ano.

O mercado de trabalho, com uma taxa de desemprego de 10%, o nível mais alto dos últimos 25 anos, se tornou um dos principais obstáculos à recuperação.

Soma-se a isso o fato de os salários aumentarem no ritmo mais baixo dos últimos 25 anos, o que limita a capacidade de despesa dos americanos. Isso representa um fator crucial em uma economia cujo crescimento depende quase em 70% do consumo.

Além disso, para criar empregos, os EUA precisariam crescer acima de 3%, algo que os analistas não preveem que ocorra nos próximos meses, quando acabarem os efeitos do estímulo empresarial e do impacto positivo das reservas.

A Casa Branca antecipou que a criação de empregos será a prioridade em matéria econômica durante 2010. O Federal Reserve (Fed) - banco central dos EUA - se comprometeu a manter a taxa de juros em níveis próximos ao zero para ajudar na recuperação.

O Governo americano planeja também destinar US$ 30 bilhões do plano de resgate financeiro para que bancos locais concedam créditos às empresas, o que permitirá a estas contratar mais funcionários.

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