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01/02/2010 - 20h19

Brasil concede licença prévia à hidroelétrica na Amazônia

EFE
Brasília, 1 fev (EFE).- O Governo do Brasil anunciou hoje que já concedeu licença prévia ambiental à construção da hidroelétrica de Belo Monte, situada na Amazônia, obra que os povos indígenas da região são contrários e prometeram "um rio de sangue".

Conforme o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, o Ibama liberou as permissões para a construção "da terceira hidroelétrica do mundo" em tamanho, que terá licitação aberta em abrill.

Belo Monte, que será construída no rio Xingu, na altura do município de Altamira, no Pará, terá uma capacidade de geração de 11.233 megawatts e será a segunda maior do país, atrás apenas de Itaipu, que o Brasil compartilha com o Paraguai.

A obra, cujo orçamento é de R$ 20 bilhões foi descrita por Minc como a maior e mais polêmica das previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

No ano passado, povos indígenas das margens do Xingu enviaram uma carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ameaçando com um "rio de sangue" se a obra saísse do papel.

De fato, a pressão dos indígenas somada a dos ecologistas provocou a interrupção do projeto, que tem mais de duas décadas.

Para atenuar o impacto da instalação, o Governo exigirá um investimento de R$ 1,5 bilhão em contrapartida ambientai da vencedora da licitação do contrato de construção.

"Não é compensação ambiental, são mitigações, contrapartidas, precauções", esclareceu o ministro.

Belo Monte, que não operará antes de 2014, inundará uma área de 506 quilômetros quadrados, o que afetará direta e indiretamente 66 municípios e 11 áreas indígenas.

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