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09/02/2010 - 19h01

EUA elaboram "grande regime de sanções" contra Irã, diz Obama

EFE
Washington, 9 fev (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, afirmou hoje que seu Governo está elaborando um "grande regime de sanções" contra o Irã depois do início do enriquecimento de urânio a 20%, rejeitando assim a oferta da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).

"Vamos trabalhar nas próximas semanas na elaboração de um grande regime de sanções que lhes mostrará (os iranianos) quão isolados estão na comunidade internacional", afirmou Obama em um comparecimento não programado na sala de imprensa da Casa Branca.

O presidente americano não falou quando esta nova rodada de sanções contra o Irã entrará em vigor, mas disse que o processo avança "bastante rápido".

O Irã iniciou o processo de enriquecimento de urânio a 20% na usina nuclear de Natanz, em um claro desafio às principais potências do Ocidente, que estão trabalhando em sanções mais severas à República Islâmica.

Para o presidente dos EUA, o fato de Teerã não ter aceitado a oferta feita pela comunidade internacional por meio da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) indica que o Irã, apesar de assegurar que seu programa tem apenas propósitos civis, "na realidade continua seguindo um caminho que levaria ao abastecimento de armas" nucleares.

"Isso não é aceitável para toda a comunidade internacional, não só para os EUA", recalcou.

Em novembro, a AIEA ofereceu a Teerã o envio ao exterior de seu urânio a 3,5% para depois recuperá-lo enriquecido a 20%, nas condições necessárias para manter em operação seu reator médico em Teerã e também propôs ajudar a importar isótopos.

Obama lembrou que os EUA sempre disseram que existe um processo de mão dupla - de incentivos e de sanções - e que, se o Irã optar por aceitar os acordos oferecidos pela comunidade internacional, isso será valorizado; caso contrário, "o próximo passo é impor sanções", mas destacou de novo que "a porta continua aberta" para um possível acordo com as potências do Ocidente.

Irã disse hoje que o passo dado com o início do enriquecimento de urânio a 20% é uma decisão reversível e que há espaço para um acordo de troca de combustível nuclear com as grandes potências.

No entanto, os EUA iniciaram uma intensa atividade de consultas aos outros membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - França, Reino Unido, China e Rússia - e com a Alemanha para convencê-los da necessidade de novas e mais efetivas sanções contra o Irã.

Nas últimas semanas, os secretários de Estado e de Defesa dos Estados Unidos, Hillary Clinton e Robert Gates, respectivamente, tiveram reuniões na Europa com seus colegas para debater as possíveis sanções contra Teerã.

Por enquanto, os EUA consideram ter o apoio de seus parceiros para impulsionar novas sanções no Conselho de Segurança da ONU. Obama chegou a elogiar hoje a disposição mostrada pela Rússia a unir-se às outras potências.

O problema atualmente parece ser a China, que expressou nos últimos dias em vários fóruns internacionais que prefere o diálogo e a negociação em vez da pressão.

O presidente dos EUA disse apenas que será necessário ver como a China atuará no Conselho de Segurança quando o resto da comunidade internacional promover as sanções.

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