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09/02/2010 - 21h36

EUA oferecem ajuda ao Irã em importação de isótopos para reator médico

EFE
Washington, 9 fev (EFE).- O embaixador dos Estados Unidos na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Glyn Davies, teve conversas dentro do organismo para oferecer ajuda ao Irã na importação dos isótopos necessários para seu reator médico, disse hoje Philip Crowley, porta-voz do Departamento de Estado.

Crowley explicou que se trata de uma oferta diferente da que a comunidade internacional, por meio da AIEA, fez em novembro ao Irã para enriquecer parte de seu urânio no exterior e depois recebê-lo nas condições necessárias para manter seu reator médico em Teerã em operação.

Em sua entrevista coletiva diária, o porta-voz do Departamento de Estado disse que o embaixador americano "teve este tipo de conversa dentro da AIEA".

"Expressamos nossa vontade de trabalhar com eles (os iranianos) na importação de isótopos médicos, se essa é sua preocupação verdadeira", afirmou Crowley.

O porta-voz destacou que o último passo dado pelo Irã foi "desnecessário" e "provocativo" e serviu apenas para "aumentar a preocupação" da comunidade internacional sobre quais as verdadeiras intenções do país.

"O que estamos dizendo é que fizemos uma oferta baseada na boa fé, pensamos que era prática, que era executável. Mas se o Irã não quer aceitar a proposta, há outras disponíveis", explicou o porta-voz.

O Irã anunciou hoje o início do processo de enriquecimento de urânio a 20% na usina nuclear de Natanz. Com isso, países ocidentais sob a liderança dos EUA optaram por preparar uma nova série de sanções mais duras contra a República Islâmica.

O presidente dos EUA, Barack Obama, declarou hoje que seu Governo está elaborando um "grande pacote de sanções" contra Teerã por sua recusa a aceitar a oferta da AIEA.

Washington conversa com os outros membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU - China, França, Rússia e Reino Unido - e a Alemanha sobre uma possível quarta rodada de sanções, mas também sobre como manter aberta a via da negociação e da diplomacia.

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