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10/02/2010 - 08h48

Greve de funcionários paralisa os serviços públicos na Grécia

EFE

Atenas, 10 fev (EFE).- Os serviços e a Administração pública grega estão paralisados hoje pela greve geral dos funcionários que protestam contra as medidas de economia impostas pelo Governo para tentar retirar o país do endividamento.

Convocada pela Confederação Geral dos trabalhadores da Grécia (GSEE) e Confederação dos Funcionários Públicos (ADEDY), a greve deve reunir cerca de 500 mil trabalhadores.

Apesar de os organizadores não terem divulgado os dados de adesão, os meios gregos assinalam que o país está paralisado pela greve.

Duas manifestações percorrerão hoje o centro da cidade, cujos acessos foram fechados no começo da manhã.

A greve afeta todos os centros de ensino público, os ministérios, as alfândegas e a saúde. Somente estão sendo realizados os atendimentos de emergência.

Aderiram à greve os controladores aéreos, o que provocou o fechamento completo do espaço aéreo do país. Desde a 0h local, nenhum avião decolou nem aterrissado na Grécia.

O serviço de trens não foi interrompido, mas alguns trajetos foram cancelados, o que está causando atrasos em algumas linhas.

A Acrópole de Atenas, os museus e centros arqueológicos gregos, um dos grandes atrativos turísticos, também estão fechados.

A greve dos funcionários, a primeira de uma série de protestos anunciados, responde aos cortes econômicos do Executivo socialista, que iniciou um severo plano de ajuste para tentar sanear as contas públicas.

O protesto sindical protesta contra os cortes de até 10% do gasto público e as reduções de até 20% dos salários dos funcionários. Além disso, o Governo quer congelar a contratação de novos servidores.

A manifestação é contrária às mudanças do sistema de previdência, o atraso da idade mínima de aposentadoria e a ampliação do período de cálculo para o pagamento das pensões.

No ano passado, a Grécia registrou um déficit de 12,7% do Produto Interno Bruto (PIB), o dobro dos números iniciais apresentados pelo Governo e o triplo do imposto da eurozona.

Além disso, a dívida pública supera 120% do PIB, e os vencimentos de créditos alcançam um volume de 25 bilhões de euros.

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