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12/02/2010 - 11h40

BM&FBovespa eleva participação no CME Group

São Paulo, 12 fev (EFE).- A BM&FBovespa anunciou hoje que investirá US$ 620 milhões para aumentar de 1,8% para 5% sua participação no CME Group, controlador da Bolsa de Valores de Chicago e maior mercado do mundo, e outros US$ 175 milhões para a criação de uma plataforma de negociação conjunta.

Segundo a BM&F, a operação aumentará sua participação no CME Group para cerca de US$ 1 bilhão.

Maior mercado da América Latina, a bolsa de São Paulo já tinha adquirido há dois anos por US$ 380 milhões 1,8% do CME Group. Com isso, o novo investimento aumentará sua participação para 5%, mesma porcentagem que o grupo americano tem no capital da BM&F.

O aumento da participação permitirá que a BM&F tenha um representante no conselho administrativo do grupo americano.

O CME Group controla a Chicago Mercantile Exchange (CME), a Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o Board of Trade of the City of Chicago, Inc. (CBOT) e o Commodity Exchange, Inc. (Comex).

As duas instituições também acordaram criar uma plataforma eletrônica de negociação de papéis conjunta que servirá para negociar ações e derivados de ações, matérias-primas, taxas de câmbio e taxas de juros, títulos públicos, títulos privados e outros papéis.

A Bolsa de São Paulo investirá nos próximos dez anos US$ 175 milhões na montagem da plataforma, que reduzirá o tempo das transações eletrônicas a menos de um milissegundo independentemente do local de onde sejam feitas.

O primeiro módulo da plataforma será o de derivados, que começará a operar em 2011 e substituirá o atual sistema de negociações para derivados e futuros da Bolsa de Mercadorias & Futuros de São Paulo.

O segundo módulo, que operará no final de 2011, substituirá os atuais sistemas da bolsa de São Paulo para negociar ações e títulos como Megabolsa, Sisbex e BovespaFix.

O acordo prevê que a bolsa paulista poderá explorar comercialmente a nova plataforma em América do Sul, América Central, México e China.

Segundo o comunicado, o acordo torna as duas bolsas "parceiros estratégicos preferenciais globais".

A associação, com prazo inicial de 15 anos, lhes permitirá buscar conjuntamente oportunidades de associações comerciais com outras bolsas do mundo e fazer investimentos estratégicos em outros mercados.

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