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12/02/2010 - 13h07

ONU aposta em tratado para regular armas até 2012

EFE
Viena, 12 fev (EFE).- O alto representante da ONU para assuntos de desarmamento, o brasileiro Sérgio Duarte, mostrou hoje otimismo sobre a possibilidade de que se consiga em 2012 um tratado legalmente vinculativo que regule o comércio de armas convencionais.

"Temos a necessidade de um tratado porque são as armas convencionais as que matam", explicou Sérgio Duarte à Agência Efe, lembrando que apesar de haver uma maior conscientização perante o perigo que representam as armas de destruição em massa, é o armamento leve o que mais mortes causa.

O diplomata brasileiro participou hoje em Viena de um seminário entre União Europeia (UE) e ONU, dentro dos contatos prévios à realização em 2012 de uma conferência das Nações Unidas para acordar um tratado.

"Não podemos antecipar o resultado das negociações, mas podemos ter a esperança de que haja um sistema de controle sobre as armas leves, sobre sua transferência, comércio e contrabando", assegurou Sérgio Duarte.

O responsável de desarmamento perante o Conselho da União Europeia, Annalisa Giannella, coincidiu sobre a necessidade de abordar a ausência de uma normativa internacional nas transferências de armamento, de modo a evitar o desvio para o mercado negro.

"Não temos um instrumento multilateral que controle as armas convencionais", assegurou e coletiva de imprensa Giannella, em contraste com os diversos tratados que regulam as armas de destruição em massa.

A ONU calcula que o comércio de armas gera um negócio de US$ 1,5 trilhão, enquanto algumas ONGs estimam que a cada dia morrem cerca de mil pessoas vítimas de armas leves.

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