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17/02/2010 - 18h33

Federal Reserve quer reduzir estímulo monetário nos EUA

EFE
Washington, 17 fev (EFE).- Os diretores do Federal Reserve (Fed, banco central americano) esperam que a economia dos Estados Unidos cresça neste ano 3,2% e que o desemprego se mantenha sem muitas variações pelo restante de 2010, segundo as atas de sua última reunião, publicadas hoje.

Durante o encontro em janeiro, os membros do Comitê de Mercado Aberto, que dirige a política monetária de EUA, indicaram sua impaciência pelo volume de ativos adquiridos pelo banco central por mais de US$ 2 trilhões para injetar liquidez nos mercados.

Os diretores assinalaram sua disposição de reduzir esse sustento no futuro próximo.

Desde o começo da recessão em dezembro de 2007, o Federal Reserve utilizou diversos instrumentos de estímulo monetário, incluindo a compra de bônus do Tesouro de longo prazo, de títulos hipotecários e de letras de câmbio comerciais.

Após quatro trimestres consecutivos de contração, a economia dos EUA retornou a crescer em meados de 2009 e, embora persista um alto desemprego - 9,7% em janeiro - os membros do Comitê que temem um foco inflacionário defendem agora uma retirada mais rápida dos fundos.

Na reunião dos dias 26 e 27 de janeiro, os funcionários do banco central calcularam que a economia dos EUA crescerá 3,2% neste ano, segundo as atas do encontro.

Em novembro passado, a previsão era de um aumento de 3% em 2010.

As atas mostram que vários dos membros do Comitê expressaram preocupações diferentes: a possibilidade que uma venda apressada dos ativos adquiridos pelo Fed cause transtornos aos mercados e prejudique a reativação econômica.

O Comitê se reunirá novamente em 16 de março e os analistas acreditam que o Federal Reserv manterá a política monetária atual, com uma taxa básica de juros abaixo de 0,25% desde dezembro de 2008.

Em termos gerais, as atas refletem uma ampla variedade de opiniões dentro do Comitê sobre quando e como o Reserv abandonará sua política de juros baixos.

A decisão de manter as taxas de juros na reunião de janeiro não foi unânime, já que o presidente do Banco do Federal Reserve de Kansas City, Thomas Hoening, o dissidente no encontro, expressou sua preocupação pelo aumento dos riscos de inflação.

Pelos cálculos do Fed em janeiro, o desemprego estará ao redor de 9,6% no último trimestre de 2010. No mês passado, segundo o Departamento de Trabalho, o desemprego foi de 9,7%.

As atas indicam que os analistas esperam neste ano um núcleo da inflação, ou seja, excluídos os preços de alimentos e combustíveis, em 1,4%.

Em novembro, calculavam que o núcleo da inflação seria do 1,3%.

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