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18/02/2010 - 16h24

EUA e a UE aprovam aliança entre Microsoft e Yahoo!

EFE
Washington, 18 fev (EFE).- O Departamento de Justiça dos Estados Unidos e a Comissão Europeia aprovaram a aliança assinada entre a Microsoft e o Yahoo! com o objetivo de alinhar os serviços de busca e de publicidade, conforme informaram hoje ambas as empresas.

Yahoo! e a Microsoft anunciaram em julho um acordo com a duração de dez anos, em uma estratégia para enfrentar e concorrer com a Google.

O acordo permitirá que o novo buscador da Microsoft "Bing" seja adotado pelo Yahoo!. A este último caberá administrar a parte comercial.

Em comunicado, Microsoft e Yahoo! explicaram que, uma vez obtida a aprovação de Bruxelas e de Washington, a aliança começará a funcionar imediatamente.

Para Yahoo!, segundo a principal executiva, Carol Bartz, o acordo permitirá que a companhia direcione mais para a "sua experiência inovadora de buscas". Por sua vez, o executivo principal da Microsoft, Steve Ballmer, assinalou que a aliança promoverá "mais opções, melhores valores e uma maior inovação" para os usuários.

Yahoo! vai controlar as vendas de anúncios nas páginas de busca de ambas as companhias e para isso usará uma tecnologia da Microsoft para a publicidade. Microsoft pagará a Yahoo! 88% das arrecadações geradas por seus buscadores durante os primeiros cinco anos do acordo.

Os sistemas de busca e de publicidade nas páginas da Microsoft e Yahoo! têm atividades limitadas na Europa e, juntos, ocupam pelo menos 10% do mercado, conforme a Comissão Europeia. Enquanto isso, a Google monopoliza 90% do mercado.

Conforme a empresa de pesquisa de mercado comScore Inc., citada pelo jornal "The Wall Street Journal", os usuários nos Estados Unidos recorrem a Google para 66% das 14,7 bilhões de buscas em dezembro. O Yahoo! e o Bing tiveram, combinados, 28% das solicitações.

O pacto entre Microsoft e Yahoo! já foi aprovado pelos Governos na Austrália, Brasil e Canadá, mas os termos do acordo de 10 anos precisava da aprovação dos Estados Unidos e da União Europeia.

As companhias indicaram que seguirão administrando a aprovação dos Governos da Coreia do Sul, Taiwan e Japão.

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