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25/02/2010 - 14h39

Bruxelas confirma "frágil" recuperação econômica da UE

EFE
Bruxelas, 25 fev (EFE).- A União Europeia (UE), confirmou hoje a previsão de crescimento de 0,7% para a zona do euro e para o bloco como um todo, o que reflete que "a recuperação está se concretizando, mas continua sendo frágil", disse o comissário de Assuntos Econômicos e Monetários europeu, Olli Rehn.

"A força da economia continua não sendo clara. Espera-se um arrefecimento nos próximos meses tanto na UE, como na maior parte das economias desenvolvidas", diz a Comissão Europeia (órgão executivo da UE) em suas previsões para 2010.

Mesmo assim, entre as grandes potências da UE, Alemanha e França mantêm suas previsões de crescimento para 2010 em 1,2%, enquanto a Itália continua esperando avançar 0,7%.

Além disso, a Comissão Europeia revisou para cima a estimativa de evolução do Produto Interno Bruto (PIB) anual para Holanda (de 0,3% para 0,9%), Polônia (de 1,8% para 2,6%) e Espanha, (de -0,8% para -0,6%).

Apenas o Reino Unido teve sua previsão de crescimento econômico para este ano reduzida (de 0,9% para 0,6%).

No entanto, a economia espanhola continua sendo a única das sete principais da UE que apresentará crescimento negativo em 2010.

O relatório publicado hoje atribui o mau comportamento da economia espanhola a um "desemprego recorde" e "ao longo ajuste estrutural do setor de construção".

Quanto ao conjunto da UE, que registrou em 2009 uma contração de 4,1% no PIB, o Executivo comunitário considera que o bloco pôs fim à "mais longa e profunda recessão de sua história".

Mesmo assim, afirma que "a incerteza continua, como ilustram os últimos eventos ocorridos nos mercados".

O relatório publicado hoje reflete "sinais contraditórios" sobre o comportamento da recuperação econômico, relacionados a "condições externas melhores que as esperadas, que poderiam aumentar as exportações", o que contrasta com a "fraqueza dos investimentos" e a situação do mercado de trabalho, "que continua se deteriorando".

Segundo o documento, o impacto da suspensão dos planos de recuperação econômica iniciados pelos Estados-membros da UE durante a crise também influirá no arrefecimento da recuperação.

Neste sentido, o liberal finlandês Rehn defendeu trabalhar "na recuperação econômica e na consolidação das finanças públicas" de maneira conjunta, para "devolver a economia a um crescimento forte e sustentável".

Rehn se mostrou consciente de que atender a estas duas diretrizes é um problema, já que fomentar a recuperação econômica danifica as finanças públicas e vice-versa, mas explicou que a chave está em encontrar o equilíbrio.

A inflação se manterá em 1,1% na zona do euro e aumentará 0,1 ponto percentual, para 1,4%, no conjunto da UE.

Os números publicados hoje correspondem às previsões parciais que o Executivo comunitário elabora com as previsões de sete dos 27 países da UE, que representam 80% do PIB da União.

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