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25/02/2010 - 13h34

Entidade retira campanha publicitária que associa fumantes a escravos sexuais

EFE
Paris, 25 fev (EFE).- Os organizadores da polêmica campanha antitabaco que contém imagens de jovens simulando uma felação forçada, com um cigarro na boca e com a mão de um adulto sobre a cabeça, anunciaram a retirada dos anúncios.

Diante das inúmeras críticas suscitadas, a associação de Direitos dos Não-Fumantes (DNF) divulgou um comunicado no qual confirma que a difusão dos cartazes que mostram as imagens "será limitada a ações muito pontuais já realizadas ou lançadas", informa hoje o jornal "Le Parisien".

É uma decisão que a DNF adota "para não aumentar ainda mais a polêmica e porque não é mais necessário divulgar a campanha".

Para os responsáveis da organização, a campanha, com o lema de "Fumar é ser escravo do tabaco", conseguiu o objetivo de abrir o debate sobre o problema do tabagismo entre os mais jovens, apesar das reações suscitadas sobre a "metáfora" empregada nos cartazes.

As associações de defesa dos direitos da família e as organizações feministas foram as mais críticas com a iniciativa, que tacharam de escandalosa e ridícula.

Isso levou a Autoridade de Regulação Profissional da Publicidade (ARPP) a pedir a suspensão da campanha após argumentar que a mensagem pretendida é "ambígua" e sugere "cenas de agressão sexual".

"Que eu saiba, praticar uma felação não provoca câncer", afirmou nesta terça-feira, quando foram publicadas as imagens, Antoinette Fouque, uma das fundadoras do Movimento de Libertação da Mulher.

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