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26/02/2010 - 16h57

Crescimento econômico dos EUA acelera no último trimestre de 2009

EFE
Washington, 26 fev (EFE).- A atividade econômica nos Estados Unidos cresceu 5,9% no último trimestre de 2009, mais do que o previsto inicialmente, embora no conjunto do ano o desempenho tenha demonstrado uma contração de 2,4%, a maior desde 1946.

Nesta sexta-feira, o departamento de Comércio divulgou os cálculos preliminares da evolução do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre. Em março, o Governo divulgará os números definitivos.

Os percentuais revelam que a maior economia do mundo cresceu no final do ano a um ritmo mais acelerado do que o esperado, quando o avanço divulgado há semanas apontava um crescimento de 5,7%.

Com estes dados, os Estados Unidos tiveram entre outubro e dezembro o melhor desempenho desde o terceiro trimestre de 2003. Entre julho e setembro, o PIB cresceu a um ritmo anualizado de 2,2%.

A reativação da economia americana no segundo semestre ocorreu depois de quatro trimestres de contração na mais profunda recessão e prolongada que o país enfrenta desde a Grande Depressão de 1930.

A gravidade da recessão fica clara no fato de que, apesar do ritmo acelerado de crescimento desde julho, o ano terminou com queda de 2,4% do PIB, a maior contração desde os 10,9% no ano seguinte ao fim da Segunda Guerra Mundial.

Em 2007, a economia tinha crescido 2,1%, e 0,4% em 2008.

Nos Estados Unidos, a despesa dos consumidores representa 67% do PIB, e no ajuste de números mostrado hoje pelo Governo o gasto cresceu entre outubro e dezembro 1,7%. O cálculo inicial tinha sido de um aumento de 2%.

No terceiro trimestre de 2009, a despesa dos consumidores tinha crescido 2,8% estimulado, principalmente, por um programa do Governo do presidente Barack Obama que deu subsídios de até US$ 4,5 mil para a troca de um veículo velho por um novo e mais eficiente no consumo de gasolina.

A despesa dos consumidores contribuiu 1,23 pontos percentuais no PIB do quarto trimestre, comparado com um cálculo de 1,44 pontos no relatório inicial.

A reativação econômica dos Estados Unidos continua sendo fraca, segundo disse nesta semana ao Congresso o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, quem indicou que as taxas de juros seguirão sendo baixas por um período extenso.

Bernanke calculou que neste ano a taxa de crescimento do PIB será de 3% a 3,5%, e que a inflação seguirá sendo moderada.

O relatório de hoje mostra, precisamente, que o índice de preços nas despesas de consumo pessoal - uma medida de inflação que o Fed considera - subiu no quarto trimestre 2,3 %, isto é, quatro décimos menos que no cálculo inicial.

Entre julho e setembro, este índice tinha subido 2,6%.

Mas o Fed está atento ainda mais ao núcleo do indicador, ou núcleo da inflação, um dado que exclui os preços voláteis de alimentos e energia.

Este núcleo da inflação foi no quarto trimestre de 1,6 % , de acordo com o departamento de Comércio, que tinha calculado inicialmente um núcleo da inflação de 1,4%.

O percentual é comparável ao núcleo da inflação de 1,2% entre julho e setembro, mas continua dentro da margem que o Federal Reserve considera aceitável, de 1,5% a 2%.

Outro componente do PIB, a habitação, aumentou 5%, comparado com um cálculo inicial de 5,7%.

Por sua vez, o comércio internacional contribuiu 0,3 pontos percentuais ao PIB, em lugar do cálculo inicial de 0,5 pontos percentual.

O ajuste de números mostra que, entre outubro e dezembro de 2009, as exportações dos Estados Unidos aumentaram 22,4%, o maior crescimento desde o segundo trimestre de 1996, enquanto que as importações subiram 15,3%.

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