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26/02/2010 - 18h44

Petróleo WTI sobe 9,28% em fevereiro e termina o mês a US$ 79,66

EFE
Nova York, 26 fev (EFE).- Os contratos de futuros do Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) fecharam hoje a US$ 79,66 por barril (159 litros), terminando fevereiro com uma alta mensal acumulada de 9,28% na Bolsa Mercantil de Nova York.

Neste último dia da semana e do mês, os contratos de WTI para entrega em abril subiram US$ 1,49 o barril, o que representa uma alta de 1,9% frente ao fechamento da quinta-feira.

Com as altas registradas nas últimas semanas, a cotação desta matéria-prima compensou as quedas anteriores, de modo que o barril de petróleo se encontra agora a um preço muito similar aos US$ 79,36 com os quais começou 2010.

Os contratos de gasolina e de gasóleo para março subiram hoje US$ 0,04 em ambos os casos e fecharam a US$ 2,07 e US$ 2,02 por galão (3,78 litros), respectivamente.

A gasolina subiu em fevereiro 8,9%, o que também lhe permitiu compensar as quedas prévias e agora é apenas 0,9% mais cara que no final de 2009.

No caso do gasóleo, a cotação deste derivado do petróleo subiu 6,3% em fevereiro, embora ainda seja 4,26% mais barato que no começo do ano.

No caso do gás natural, os contratos para abril subiram US$ 0,05 em relação ao valor que tinham na quinta-feira e terminaram a US$ 4,81 por cada mil pés cúbicos.

Este combustível está agora 6,23% mais barato que no final de janeiro e é até 13,6% mais barato que no começo do ano.

As altas do petróleo, da gasolina e do gasóleo de hoje aconteceram em uma jornada mais na qual o dólar se enfraqueceu levemente frente a outras divisas, o que costuma impulsionar o investimento em matérias-primas que são negociadas com esta moeda.

Em Londres, o preço do barril de petróleo Brent, de referência na Europa, subiu hoje 1,7%, para US$ 77,59.

Estas altas coincidiram com a revisão em alta da taxa anualizada de crescimento econômico nos Estados Unidos de 5,7% para 5,9% no último trimestre de 2009, embora o conjunto do exercício / ano mostrou uma contração de 2,4%, a maior desde 1946.

Os números oferecidos hoje revelam que a economia do maior consumidor do petróleo do mundo cresceu no final de ano a um ritmo mais acelerado do que se pensava.

A reativação da maior economia do mundo na segunda metade do ano passado chega após quatro trimestres de contração na recessão mais profunda e prolongada desde a Grande Depressão.

Não foi tão positivo o dado sobre a despesa dos consumidores americanos, que representa ao redor de 67% do PIB, já que no ajuste de números divulgados hoje o Governo cresceu entre outubro e dezembro 1,7%, frente a um cálculo inicial que fixava o aumento em 2%.

A esta notícia uniu-se o pedido do Fundo Monetário Internacional (FMI) de eliminar os subsídios que barateiam o consumo de combustível em muitos países para sanear as finanças públicas e combater a mudança climática.

Também foi divulgado hoje que a confiança dos consumidores dos EUA na evolução da economia e de sua situação financeira caiu em fevereiro, devido à fraqueza do mercado de trabalho e à percepção de que o ritmo de recuperação é lento, segundo dados definitivos da Universidade de Michigan.

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