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01/03/2010 - 20h45

BC argentino destina US$ 6,569 bi para pagamento de dívidas

EFE
Buenos Aires, 1 mar (EFE).- O Banco Central da Argentina destinou hoje US$ 6,569 bilhões provenientes de reservas monetárias para pagar dívidas soberanas, confirmaram à Agência Efe fontes oficiais.

A direção da entidade foi notificada dos decretos assinados hoje pela presidente argentina, Cristina Fernández de Kirchner, que ordenaram o giro dos fundos e a criação de duas contas do Tesouro argentino dentro do Banco Central.

"Em seguida, os fundos foram transferidos", indicaram a Efe porta-vozes do Banco Central argentino.

Do total, US$ 2,187 bilhões serão destinados a cancelar passivos com organismos multilaterais de crédito e US$ 4,382 bilhões serão usados para pagar dívidas com credores privados.

A operação se concretizou horas depois de Cristina abolir um decreto assinado em dezembro passado que criava o Fundo do Bicentenário, com US$ 6,569 bilhões de reservas monetárias para o pagamento de dívidas soberanas.

A presidente argentina aboliu o decreto depois que a Justiça ratificou a inabilitação do uso de reservas e que a oposição se dispôs a fazer valer sua maioria na próxima quarta-feira na Câmara dos Deputados para vetar a validade do decreto.

No entanto, ao mesmo tempo em que derrogou o decreto, Cristina anunciou outro, dispondo o pagamento a organismos multilaterais com as reservas, e um segundo decreto que ordena a destinação de US$ 4,382 bilhões do Banco Central para cancelar passivos com credores privados.

O primeiro decreto é de caráter simples, ou seja, sua validade não precisa ser revista pelo Parlamento. O segundo, ao ser de necessidade e urgência, deve ser analisado pelo Congresso. Porém, para o Executivo, tem vigência legal a partir do momento de sua assinatura.

Os dois decretos foram criticados hoje pela oposição, que reivindicou que os assuntos relacionados à dívida externa do país sejam debatidos no Parlamento.

A deputada Elisa Carrió, líder da Coalizão Cívica, antecipou que a oposição convocou para a próxima quinta-feira uma sessão especial no Parlamento para anular os decretos.

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