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05/03/2010 - 17h54

Chile não descarta pedir financiamento internacional para reconstrução

EFE
Santiago do Chile, 5 mar (EFE).- O ministro da Fazenda chileno, Andrés Velasco, assegurou hoje que o país conta com recursos fiscais para enfrentar no curto prazo sua reconstrução após o terremoto do sábado passado, mas não descartou pedir financiamento a organismos multilaterais em uma fase posterior.

"Neste momento, tudo ajuda. Porém, ao contrário de outros países, contamos com recursos próprios e vamos usá-los. E se existe a oportunidade de aproveitar o apoio e a solidariedade de instituições internacionais, certamente que também vamos somar isso", disse Velasco à imprensa.

O Chile já recebeu quatro milhões de euros da União Europeia (UE) e US$ 200 mil do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Velasco lembrou que o Chile tem linhas de créditos abertas com o BID e o Banco Mundial, entre outros organismos multilaterais, e que não despreza nenhuma alternativa diante da possibilidade de um futuro endividamento externo.

O ministro explicou que, na segunda metade do ano, "esta tragédia vai exigir um esforço muito maior de investimento público e privado", o que por sua vez estimulará a demanda e, no médio prazo, contribuirá para dinamizar a economia.

Além disso, o Governo chileno baixou uma série de medidas para aliviar a situação dos desabrigados pelo terremoto, como a suspensão do pagamento de impostos e a flexibilização de prazos para ativar os seguros com cobertura para o terremoto, entre outras.

"Esta não é a hora dos números, é a hora das pessoas, de dedicar cada minuto a garantir o restabelecimento dos serviços básicos e que a ajuda chegue onde tem que chegar", afirmou Velasco.

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