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08/03/2010 - 13h40

G10 ressalta força da recuperação econômica global

EFE
Arantxa Iñiguez.

Frankfurt (Alemanha), 8 mar (EFE).- Os bancos centrais do Grupo dos Dez (G10, os países mais industrializados do mundo) consideram que o crescimento econômico global é resistente e que a retirada das medidas extraordinárias para enfrentar a crise não significa um aumento nas taxas de juros.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE) e porta-voz do G10, Jean-Claude Trichet, disse hoje que um grande número de bancos centrais retira as medidas não convencionais com a melhora dos mercados financeiros.

Após uma reunião na cidade de Basiléia, na Suíça, entre os presidentes de bancos centrais dos países do G10, Trichet reiterou que é importante que a suspensão das medidas extraordinárias, como a injeção de liquidez ilimitada, aconteça sem uma interpretação errada nos mercados em termos de mudanças de política monetária.

Para ele, os desequilíbrios globais estão diminuindo tanto nos países que tinham déficit como nos que havia superávit comercial.

No entanto, Trichet assinalou que ainda se desconhece se esta significativa redução dos desequilíbrios globais tem caráter conjuntural associado à crise financeira e econômica ou se é de tipo mais estrutural e permanente.

Recebidos pelo Banco para Pagamentos Internacionais (BIS), que tem sede em Basiléia, os bancos centrais do G10 e de algumas economias emergentes se reúnem de forma bimestral para analisar a economia global.

Trichet explicou que a maior parte das entidades monetárias mantém as medidas de emergência para apoiar o sistema financeiro.

Desde o início da crise financeira, em agosto de 2007, os bancos centrais introduziram liquidez extraordinária nos diferentes mercados para evitar uma escassez da mesma.

Por sua vez, as entidades monetárias rebaixaram as taxas de juros de forma radical, a fim de impulsionar o crescimento econômico.

O presidente do BCE reiterou que é importante que os Governos consolidem políticas fiscais para conseguir uma recuperação econômica sustentável nos países industrializados e em nível global.

Ele destacou ainda a contribuição das economias emergentes ao crescimento global.

À recuperação do crescimento global contribuem atualmente a reconstrução dos estoques das empresas e a reativação do comércio mundial, nas palavras do próprio Trichet.

Os presidentes de bancos centrais do G10 não discutiram a necessidade ou conveniência de criar uma instituição similar ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para a zona do euro, como apontou hoje o ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble.

O ministro das Finanças alemão assegurou que o Governo trabalha atualmente na criação de um fundo monetário para a zona do euro e divulgará em breve propostas que estão muito avançadas, mas que antes quer sintonizar com a França para poder colocá-las em prática em nível europeu.

Em relação aos seguros de falta de pagamento de crédito (Credit Default Swaps), que serviram para especular contra a solvência de países como a Grécia, o presidente do BCE assegurou que houve acordo em que seria bom que existissem entidades de contrapartida.

Segundo ele, isso seria uma forma de permitir "aos mercados um funcionamento de forma segura e de forma mais estável".

Os membros do G10, que na realidade é integrado por 11 países e concentra 85% da economia mundial, são Alemanha, Bélgica, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão, Holanda, Reino Unido, Suécia e Suíça.

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