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19/03/2010 - 20h53

Petrobras lucra R$ 29 bilhões em 2009, queda de 12%

EFE
Rio de Janeiro, 19 mar (EFE).- A Petrobras teve lucro líquido de R$ 28,982 bilhões em 2009, uma queda de 12%, informou hoje a empresa.

O diretor financeiro da empresa, Almir Barbassa, explicou em entrevista coletiva que grande parte desta queda nos lucros se deveu ao mercado de divisas.

"Estes dois últimos anos foram totalmente diferentes no câmbio, em 2008 o real caiu 30% frente ao dólar e em 2009, teve uma valorização de 25%", argumentou Barbassa.

Esse efeito contábil custou à empresa R$ 6 bilhões em 2009 devido à grande quantidade de ativos em dólares que possui a estatal, segundo o balanço da empresa.

O faturamento líquido somou R$ 182,710 bilhões, com queda de 15% em relação ao ano anterior.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) atingiu R$ 59,944 bilhões.

No quarto trimestre, a companhia petrolífera teve lucro líquido de R$ 8,129 bilhões, com um aumento de 31% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O faturamento líquido no trimestre caiu 9% para R$ 47,633 bilhões e o indicador Ebitda fechou os três meses nos R$ 15,016 bilhões.

A Petrobras investiu em 2009 um total de R$ 70,8 bilhões, com um crescimento de 32% em relação ao ano anterior.

O Conselho da companhia aprovou hoje um plano de investimentos para 2010 de R$ 88,5 bilhões, segundo Barbassa.

O diretor assegurou que a empresa pretende investir R$ 264,8 bilhões entre 2011 e 2014, embora estes projetos dependerão de sua aprovação por parte do Governo.

A companhia petrolífera destacou que em 2009 terminou a instalação de cinco novos sistemas de produção, que permitiram extrair 375 mil barris por dia adicionais.

Isto é equivalente a um aumento de 6% no volume de petróleo, que deixa a produção diária da Petrobras em torno de 2,526 milhões de barris, incluindo seus campos no Brasil e no estrangeiro.

A estatal calcula que as reservas de petróleo recuperáveis no Brasil chegaram a 14,169 bilhões de reservas, sem incluir a área do pré-sal, da bacia de Campos, um novo horizonte petrolífero com reservas gigantescas, que poderiam quintuplicar as atuais.

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