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24/03/2010 - 18h05

Rei defende caças suecos e Lula fala do etanol brasileiro

EFE
Brasília, 24 mar (EFE).- O rei da Suécia, Carl Gustaf, aproveitou o encontro que teve hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para advogar pelos aviões de combate da empresa sueca Saab, enquanto o líder brasileiro defendeu o etanol.

O encontro com Lula no Itamaraty foi o principal compromisso na agenda de hoje do rei e da rainha Silvia, que iniciaram ontem uma visita ao país para reforçar a cooperação na área industrial e tecnológica.

O monarca sueco aproveitou o brinde antes do almoço para defender as associações entre os países em projetos de alta tecnologia e inovação, especialmente na área aeronáutica.

Apesar de não mencionar especificamente a Saab, a proposta do rei é feita em um momento em que o Governo se prepara para anunciar o vencedor de uma licitação aberta pela Força Aérea Brasileira (FAB) para adquirir 36 caças-bombardeiros.

Os três finalistas da licitação, que pode chegar a US$ 8 bilhões, são os caças Gripen NG, da sueca Saab, os Súper Hornet F/A-18, da americana Boeing, e os Rafale da francesa Dassault.

Apesar de Lula já ter manifestado sua preferência pelos Rafale, um relatório da FAB colocou os Gripen NG como os de melhor qualificação técnica, especialmente pela intenção da Saab de transmitir tecnologia e estabelecer uma associação com a Embraer.

Carl Gustaf da Suécia disse que tem muitas expectativas sobre a visita que fará sexta-feira à Embraer em São Paulo, e que espera a continuidade do diálogo e da cooperação entre os dois países.

Lula, por sua vez, disse que espera que a Suécia se torne um aliado do Brasil na abertura do mercado europeu ao etanol.

"Estou convencido de que Suécia e Brasil têm um papel decisivo a desempenhar na COP 16 (Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima) que será realizada no México este ano", disse o presidente, ao destacar o interesse dos dois países no uso de combustíveis menos poluentes.

"Com iniciativas inovadoras em energia renovável, limpa e eficiente estamos indicando a direção a seguir", disse Lula após elogiar as empresas suecas por serem mundialmente conhecidas por aliar tecnologia a compromissos sociais e ambientais.

Os dois chefes de Estado destacaram o aumento do comércio bilateral, que passou de US$ 900 milhões em 2003 para US$ 2,3 bilhões em 2008. Carl Gustaf lembrou que pelo menos 200 empresas suecas operam no Brasil e contam com 50 mil empregados.

Antes do almoço, os dois anunciaram a criação de um Conselho de Negócios Brasil-Suécia, cujo objetivo será, segundo Lula, "multiplicar os avanços e identificar novos horizontes de cooperação".

"Nosso objetivo comum é aumentar o comércio e os investimentos entre nossos países", acrescentou o rei da Suécia.

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