UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

26/03/2010 - 19h07

Brasil e Argentina apostam na integração produtiva para superar problemas

EFE
Brasília, 26 mar (EFE).- O governo brasileiro e a Argentina se comprometeram hoje a levar adiante a integração de suas cadeias de produção, uma aposta para superar todos os obstáculos que persistem na relação comercial bilateral.

A chamada integração produtiva começará pelos setores de madeira e móveis, segundo o acordo assinado hoje pelo secretário de Comércio Exterior Welber Barral, e seu colega de Indústria argentino, Eduardo Bianchi.

Em abril, empresas dos dois setores nos países serão sondadas a fim de iniciar ações de tipo político para respaldar a integração de suas cadeias produtivas.

Nos próximos meses, autoridades também se dedicarão a analisar que outros setores da indústria podem ser incorporados a essa iniciativa.

Segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), também podem ser incluídos os setores de petróleo e gás, aeronáutico e maquinaria agrícola, e, em uma etapa posterior, a vinicultura, os laticínios e a linha branca.

Durante as reuniões em Brasília também se decidiu organizar uma missão comercial conjunta à China, a fim de conseguir uma maior penetração no mercado de maior crescimento no mundo.

"Estamos de acordo que temos que ser mais ofensivos no mercado chinês", disse Barral em entrevista coletiva junto a Bianchi nesta quinta-feira.

A pasta de produtos que a Argentina e o Brasil oferecerão à China será definida nas próximas reuniões, embora em princípio tenha se pensado em integrar produtos e maquinarias agrícolas, com algum tipo de valor agregado.

Além disso, também devem ser feitas análises técnicas para conhecer a razão das perdas de mercado sofridas por empresários brasileiros na Argentina e vice-versa.

O governo brasileiro atribuiu essas perdas a menor competitividade de algumas empresas, a mudanças de hábitos de consumo da população argentina e os melhores preços de muitos produtos de origem chinesa.

Durante a reunião também foram apresentados dados oficiais que confirmam que o comércio bilateral melhorou 50% nos primeiros dois meses deste ano, com relação ao mesmo período de 2009.

Barral e Bianchi afirmaram que a recuperação é sólida e ressaltaram que a meta de ambos os países para este ano "é sair do buraco de 2009".

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host