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26/03/2010 - 12h26

Comércio mundial crescerá 9,5% em 2010, prevê OMC

EFE
Genebra, 26 mar (EFE).- A Organização Mundial do Comércio (OMC) disse hoje que o comércio mundial deverá crescer 9,5% em 2010, após a retração de 12,2% em 2009, a maior desde a Segunda Guerra Mundial.

A entidade que rege o comércio mundial prevê que as exportações das economias desenvolvidas subirão 7,5% em volume. Já as do resto do mundo deverão registrar um aumento de 11%.

"Medir o comércio por seu volume permite comparações anuais mais confiáveis, já que a medição de volume não fica distorcida pelas variações nos preços dos produtos básicos ou pela oscilação do câmbio, que, sim, podem influenciar quando o comércio é aferido em dólares ou em outras moedas", justificou a OMC.

Em valores, a queda do comércio em 2009 foi de 23%, bem maior do que a de 12,2% em volume.

Ainda segundo o relatório da OMC, o comércio e a produção mundiais estão "em fase de recuperação".

Segundo os economistas da organização, se o comércio mantiver o atual ritmo de crescimento, em dois anos os volumes alcançarão o recorde alcançado em 2008, quando o impacto da crise ainda não era tão grande.

"Se crescermos ao ritmo esperado para 2011, recuperaremos os níveis de 2008", disse o economista-chefe da OMC, Patrick Law, segundo quem, para um avanço mais rápido, o crescimento teria que ser superior a 14%.

No entanto, o relatório destaca que ainda existem "riscos significativos de a previsão ser excessivamente otimista", sobretudo devido à "possibilidade de novos aumentos dos preços do petróleo".

Em outro trecho, o documento diz que a queda de 12% no volume sofrida pelo comércio mundial em 2009 "foi maior do que a maioria dos economistas havia previsto".

Além disso, ressalta que a queda do comércio foi simultânea em diferentes países e regiões.

"A simultaneidade da queda guarda uma estreita relação com a extensão das cadeias de distribuição mundiais e da tecnologia da informação, que permite aos produtores de uma região responder quase simultaneamente à situação do mercado em outra parte do mundo".

A pouca disponibilidade de financiamento para o comércio foi outro fator citado.

"A súbita diminuição da riqueza durante a recessão fez com que as famílias e as empresas reduzissem os gastos com todo tipo de bens, particularmente os de consumo duráveis e os de investimento, como equipamentos industriais", acrescenta o texto.

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