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28/03/2010 - 12h57

Ford fecha acordo com chinesa Geely para venda da Volvo

EFE
Copenhague, 28 mar (EFE).- A Ford assinou hoje um acordo com a montadora chinesa Geely para a venda da Volvo Cars, como anunciaram as duas companhias em entrevista coletiva em Gotemburgo, na Suécia.

A Volvo Cars foi avaliada em US$ 1,8 bilhão, mas a Geely assegurou ter "facilidades significativas em capital de trabalho" para financiar a aquisição.

O acordo assinado hoje em Gotemburgo, que incide também sobre direitos imateriais e desenvolvimento tecnológico, será efetivo a partir do terceiro trimestre deste ano.

Ford e Geely tinham anunciado em 23 de dezembro um acordo inicial com o que se comprometiam a assinar a venda da Volvo no primeiro trimestre de 2010.

Na entrevista coletiva, o presidente da Geely, Li Shufu, disse que a Volvo Cars continuará sendo uma companhia independente dentro do grupo chinês e com sede em Gotemburgo, mas terá nova direção.

Segundo Li Shufu, a marca sueca seguirá fiel a seus valores principais de segurança e design.

A Geely pretende conservar as fábricas da Volvo em Torlanda (Suécia) e Gante (Bélgica), mas estudará a possibilidade de fabricar novos modelos da marca também na China.

A Ford continuará colaborando com a Volvo e, durante algum tempo, fornecerá motores, mas não manterá nenhuma participação nela, como assegurou o diretor financeiro da montadora americana, Lewis Booth.

A Booth destacou a estabilidade da Volvo e espera que a marca volte a dar lucro num futuro próximo.

Volvo e Geely tem tamanho similar. A sueca, que em 2009 teve prejuízo de US$ 653 milhões, produziu nesse mesmo ano quase 335 mil carros e conta com 19.650 empregados.

Já a marca chinesa tem 13 mil trabalhadores e no ano passado fabricou 325 mil veículos.

A Volvo foi criada em 1927 em Gotemburgo pelo engenheiro Gustav Larsson e o economista Assar Gabrielsson.

Após duas tentativas fracassadas de fusão com a também sueca Scania e a francesa Renault, a Volvo vendeu em 1999 sua divisão de carros a Ford por US$ 6 bilhões, mas manteve a produção de ônibus, caminhões e equipamento aeronáutico.

A Ford iniciou em 2006 um processo para eliminar todas as marcas do grupo não consideradas centrais, já se antecipando ao início da crise no setor automotivo.

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