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30/03/2010 - 23h26

Um terço da população mundial pode ficar sem combustíveis em 2020

EFE

Cancún (México), 30 mar (EFE).- O presidente do México, Felipe Calderón, afirmou, durante a inauguração do 12º Fórum Internacional de Energia (FIE), que a geração e o consumo irracional de energéticos deixará um terço da população mundial sem combustíveis modernos (como a gasolina) em 2020.

"Atualmente calcula-se que bilhões de pessoas precisam de combustíveis modernos, e esse número poderia subir a mais de um terço da população mundial em 2020", assegurou o governante mexicano.

No encontro internacional que começou nesta terça e vai até quarta na turística Cancún, no caribe mexicano, Calderón pediu aos países produtores e consumidores para modificarem os padrões da geração e o consumo de energia.

"O momento de atuar é agora se quisermos diminuir os efeitos da mudança climática. Devemos entender que o compromisso com o meio ambiente e com a sustentabilidade não deve se opor ao desenvolvimento", assinalou o presidente mexicano.

Calderón disse que o aquecimento global causou um aumento na quantidade de furacões nas costas mexicanas, as maiores inundações e as piores secas registradas nos últimos 70 anos.

"Por isso, o México está comprometido em ser parte da solução do problema do aquecimento global. O governo do México propôs que, para 2012, ao menos 26% da energia gerada do país provirá de fontes renováveis", assegurou o governante mexicano.

Calderón destacou que, apesar de ser um país petroleiro, o México fica atualmente dentro dos 15 países do mundo com maior geração de energia eólica.

Por sua parte, o secretário-geral do FIE, o holandês Noé Van Hulst, pediu aos presentes o "compromisso" de gerar confiança e poder atender os temas centrais que fazem parte da agenda de trabalho na reunião de Cancún.

Hulst acrescentou que o FIE é a organização mais abrangente e aberta no segmento, e tem um enorme potencial, por isso é o momento de aproveitar este potencial.

O holandês insistiu que "é fundamental que os Governos, as empresas, todos os atores envolvidos possamos ter um marco aberto sobre segurança energética mundial".

Por sua parte, a ministra mexicana de Energia, Georgina Kessel destacou o papel de Arábia saudita e Reino Unido, que mantiveram o diálogo energético nos últimos dois anos.

A ministra afirmou que a interdependência do mercado energético de hoje "obriga" a fortalecer os laços de cooperação entre as nações.

"Há dois anos, na XI edição do FIE, realizada em Roma, o setor energético mundial tinha desafios similares aos que discutiremos nestes dias", disse.

Ela reconheceu que atualmente os hidrocarbonetos são a fonte de energia mais importante do mundo, e que seguirão sendo durante muitas décadas.

No entanto pediu "para, no futuro, explorarmos combustíveis complementares que poluam menos, já que este é um dos grandes desafios que enfrentamos em relação à geração de energia no século XXI".

Do fórum, participam mais de meia centena de ministros de Energia, 16 organismos internacionais e 38 companhias do setor energético, que representam mais de 90% da demanda e oferta mundial, tanto de petróleo como de gás.

O FIE está constituído por países que integram a Associação Internacional de Energia e da Opep, assim como economias emergentes, como Brasil, China, Índia, México, Rússia e África do Sul.

Também estão presentes altos executivos das maiores companhias petrolíferas do mundo, entre elas Chevron, Exxonmobil, Royan Dutch Shell, Statoil, Repsol YPF, Saudita Aramco, Nigerian National Petroleum, China National Petroleum, Indian Oil Corp. e Nippon Oil Corp.

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