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31/03/2010 - 20h30

Engenheiro nuclear iraniano foge pros EUA com ajuda da CIA

EFE
Washington, 31 mar (EFE).- O engenheiro nuclear iraniano Shahram Amiri, que desapareceu ano passado durante uma peregrinação a Meca, desertou no começo de uma operação organizada pela CIA e está vivendo nos Estados Unidos, revelou hoje a rede de televisão "ABC".

A rede acrescentou que a deserção do cientista aconteceu no começo de uma operação da americana Agência Central de Inteligência (CIA), que entrou em contato com Amiri através de um intermediário, que o convidou para viver nos Estados Unidos.

A "ABC" atribuiu a informação a fontes dos serviços de inteligência e afirma que a deserção foi "um golpe" nos esforços para conseguir informações e enterrar o programa de desenvolvimento nuclear do Irã.

Após sua deserção, o cientista confirmou as avaliações feitas pelos serviços de inteligência acerca do programa nuclear iraniano.

Em setembro o presidente americano, Barack Obama, anunciou que os EUA, o Reino Unido e a França tinham provas de que o Irã estava construindo uma fábrica de enriquecimento de urânio há vários anos.

Os Estados Unidos denunciam que o programa de desenvolvimento nuclear Irã projeta fabricar uma bomba atômica. No entanto, o Governo de Teerã diz que seu programa tem fins pacíficos e que seu objetivo é aumentar a geração de energia.

"A importância deste golpe dependerá de quanto o cientista sabia sobre o programa nuclear iraniano. Tirar um cientista do programa realmente não vai o prejudicar", disse Richard Clarke, um ex-funcionário antiterrorismo da Casa Branca à "ABC".

Após tomar conhecimento do desaparecimento do cientista no ano passado, o ministro de Exteriores do Irã, Manouchehr Mottaki denunciou que Amiri tinha sido sequestrado pelos Estados Unidos.

Segundo meios de comunicação locais, quando o seu desaparecimento foi revelado o engenheiro nuclear trabalhava na Universidade Malek Ashtar de Teerã, estreitamente vinculada com a Guarda Revolucionária do Irã.

A "ABC News" assinalou que, de acordo com fontes dos serviços de inteligência, a CIA tenta recrutar cientistas iranianos através de contatos com familiares que vivem nos Estados Unidos desde o início da década de 1990.

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