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01/04/2010 - 09h16

Sindicato da AFP pede financiamento público sustentável

EFE
Paris, 1 abr (EFE).- A Confederação Geral do Trabalho (CGT), sindicato majoritário da agência francesa de imprensa AFP que, exige a retirada da reforma de seu estatuto que deveria transformá-la em uma sociedade anônima e pede ao Parlamento que defina um sistema de financiamento público sustentável.

"Queremos um financiamento perene", ressaltou a delegada da CGT na AFP, María Carmona. Em sua opinião, isso passaria pela aprovação no Parlamento de uma "dotação" pública que não poderia ser contestada pelos serviços europeus na medida em que a agência "cumpre uma função de interesse geral".

Carmona, que disse hoje à Agência Efe que uma moção sobre a Agence France Presse (AFP) foi aprovada no congresso do Sindicato Nacional de Jornalistas SNJ-CGT realizado esta semana em Lille, argumentou que "não é rentável ser uma agência internacional para informar ao mundo do que passa no mundo".

Por isso, na moção se propõem "pistas de reflexão" sobre o financiamento para que a comissão parlamentar que trabalha na reforma da agência as estude.

Trata-se da citada "dotação anual" com uma definição de "as missões de interesse geral da AFP", um crédito sem interesse da Caisse dês Dépôts et Consignations (entidade financeira de titularidade estatal) "para financiar o desenvolvimento da agência, a multimídia, as novas tecnologias, etcétera", a manutenção dos abonos do Estado e "impostos sobre as entradas publicitários da imprensa".

Este último ponto é "uma velha ideia" para que a agência se beneficie indiretamente da publicidade que a imprensa gera, dado que essa mesma imprensa recebe dinheiro de um fundo nacional a que a AFP não tem acesso.

A CGT, a primeira central sindical no conjunto da empresa e a segunda entre o coletivo de jornalistas (após o Sindicato Nacional de Jornalistas Autônomo), reiterou a posição de todos os representantes do pessoal para que o Governo abandone a reforma de seu estatuto, formalizada em maio do ano passado pelo presidente da agência, Pierre Louette.

A reforma de Louette, que deixa seu cargo após ter sido contratado pelo operador de telecomunicações France Télécom, propunha que a AFP passasse a ser uma filial da Caisse dês Depots et Consignations (CDC) ou da Agência de Participações Estatais (APE), para poder receber injeções de fundos públicos.

Como garantia de independência da agência, o estatuto só permite que o Estado francês pague em conceito de abonos, que este ano que vão ser de 113,4 milhões de euros este ano.

Carmona lembrou que todos os sindicatos se opõem à reforma e que houve várias greves em defesa desse estatuto. Ela denunciou que as mudanças da atual direção suporiam "estatização" e uma perda de seu "equilíbrio" atual. O "permitiu o desenvolvimento internacional", graças entre outras coisas é que AFP "não é uma agência oficial", acrescenta.

O Conselho de administração da empresa que, entre outras coisas, deve nomear ao próximo presidente, conta com 15 membros que representam os diferentes setores da imprensa francesa, mas também o Estado (três membros) e a população (dois).

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