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06/04/2010 - 20h09

Apesar do crescimento, Uribe diz que A. Latina deve tomar cuidado com futuro

EFE
Cartagena (Colômbia), 6 abr (EFE).- O presidente da Colômbia e anfitrião do Fórum Econômico Mundial para América Latina 2010, Álvaro Uribe, disse hoje que "para o futuro é preciso tomar cuidado com três riscos: escassez de energia, alto endividamento e o retorno de uma nova era de inflação", em alusão aos desafios que a região enfrenta.

"É preciso evitar esses três riscos", disse Uribe em uma entrevista coletiva antes da inauguração do FEM, que começa hoje na cidade de Cartagena das Índias.

Ele afirmou que "indubitavelmente, a América Latina sofreu pouco com a crise comparativamente e está demonstrando uma capacidade rápida de recuperação", mas que isso não implica garantias para o futuro.

Segundo o presidente colombiano, "é fundamental pensar a América Latina em função de democracias avançadas, modernas, o que requer cinco elementos".

Esses elementos, segundo Uribe, são "a luta pela segurança, garantia de liberdades, avanço da coesão social, respeito aos Estados formados por instituições independentes e alto grau de participação cidadã como fator de transparência e confiança".

O líder colombiano acredita que a região deve "assegurar um processo de taxas de investimento muito altas a longo prazo" e "isso obriga a todos os países a dar sinais de confiança, sem taxas altas de inflação, com uma política permanente de coesão social".

Com relação à Colômbia, Uribe disse que durante seu Governo, que começou em 2002 e terminou no dia 7 de agosto, a "Colômbia aplicou uma política de abertura a todos os mercados do mundo".

Bogotá sofre "um problema histórico" que é a violência, mas "na medida em que a superamos a confiança é recuperada", afirmou.

Ele fez referência a algumas políticas iniciadas durante sua administração, como a constituição de contratos oferecidos a investidores de estabilidade jurídica a 20 anos.

Uribe disse que esses contratos devem se manter além de seu Governo e ressaltou, neste sentido, que "Colômbia é um país que tem uma tradição de respeito à estabilidade jurídica".

O presidente, quem se congratulou por que o fórum de Cartagena registrou um recorde de participação com mais de 550 empresários, lembrou que "no ano passado, em um momento de muita crise, a Colômbia teve a taxa de investimento mais alta da América Latina (25,8%)".

Por último, Uribe disse que o país "enfrentou o desafio da violência, mas não participa da corrida armamentista", a que qualificou como "imensamente daninha".

O Fórum Econômico Mundial para a América Latina 2010 começa oficialmente esta noite com um jantar de gala que o governante colombiano oferecerá aos participantes.

Além de Uribe, participarão os presidentes da Guatemala, Álvaro Colom; Panamá, Ricardo Martinelli; Paraguai, Fernando Lugo; República Dominicana, Leonel Fernández.

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