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06/04/2010 - 17h17

Recuperação econômica dos EUA é afetada pelo desemprego, diz Federal Reserve

EFE
Washington, 6 abr (EFE).- O Federal Reserve vê sinais de uma reativação econômica crescente, embora lembre que ela poderia cambalear devido ao alto índice de desemprego e as restrições do crédito segundo informações das atas da última reunião do Comitê de Mercado Aberto divulgadas hoje.

No dia 16 de março, na reunião do Comitê que dirige a política monetária dos Estados Unidos, alguns membros disseram que não era recomendável aumentar as taxas de juros.

Apesar dos dados recentes indicarem um "aumento notável" no ritmo de despesa dos consumidores durante o primeiro trimestre, os participantes da reunião concordaram que a despesa dos lares seguirá restringida pela fraqueza do mercado de trabalho, a perda dos bens familiares, as restrições do crédito e o crescimento modesto da renda.

Os responsáveis pela política monetária no banco central americano buscam sinais de que o crescimento é sustentável antes de começar a retirada das intervenções mais agressivas da política monetária na história dos Estados Unidos.

Desde dezembro de 2007, quando a recessão começou, o Federal Reserve introduziu mais de US$ 1 trilhão no sistema econômico. Além disso, a partir de dezembro de 2008 o governo mantém a taxa de juros 0,25% abaixo da referência bancária.

No comunicado emitido ao término da reunião o Comitê assinalou que "é provável que a reativação siga moderada por um tempo" e isso, junto com a moderação da inflação, "provavelmente justifique os níveis excepcionalmente baixos da taxa de juros por um período extenso".

As atas mostram que os responsáveis pela política monetária discutiram bastante a linguagem que usariam no comunicado e indicaram que "as orientações não limitarão a capacidade do Comitê para iniciar, de maneira rápida, o ajuste da política monetária se os dados mostrarem a aceleração de forma marcada da atividade econômica ou se o núcleo da inflação subir notavelmente".

O período de taxas de juros baixas pode se manter "por bastante tempo", mais ainda "se o panorama econômico piorar ou se a tendência de preços declinar ainda mais".

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