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08/04/2010 - 12h54

Espanha acredita que diálogo para um acordo com o Mercosul é "irreversível"

EFE
Madri, 8 abr (EFE).- O ministro de Assuntos Exteriores da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, afirmou hoje que existe uma vontade política por parte da União Europeia (UE) e dos países do Mercosul para assinar um acordo "claro, definitivo e irreversível" que permita avançar em um tratado comercial entre as regiões.

Moratinos se referiu ao estado das negociações entre a UE e o Mercosul durante uma reunião da Comissão de Assuntos Ibero-americanos do Senado espanhol, onde expôs os objetivos da Presidência espanhola da UE em relação à América Latina.

O ministro reiterou o desejo de que durante a cúpula UE-América Latina e Caribe, prevista para ocorrer em Madri nos dias 17 e 18 de maio, possa ser assinado, "se não o acordo definitivo, que é muito complexo", um compromisso para concluir um tratado em um futuro próximo.

Ele avaliou o papel desempenhando pela presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner - à frente do Mercosul neste semestre -, e o do Brasil para chegar a um acordo "político, claro, definitivo e irreversível" entre os dois blocos.

As negociações para um convênio comercial entre a UE e Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) pararam em 2004 por divergências em algumas áreas, principalmente na agrícola, e foram retomadas no ano passado.

O ministro acredita que na próxima reunião técnica, que será realizada em Bruxelas nos dias 26 e 27 deste mês, "devem sair elementos que permitam adotar uma decisão positiva" tendo em vista a cúpula de Madri e maio.

"O objetivo é iniciar uma nova etapa construindo sobre o que já foi feito. Para isso, é necessário transformar a vontade política em posições negociadoras flexíveis que nos permitam alcançar uma conclusão em um prazo não muito longo", resumiu Moratinos.

Na sua opinião, "a falta de acordo já não serve aos interesses de nenhuma das partes".

Moratinos também se referiu aos outros dois acordos que a UE prevê assinar em maio com a Colômbia e Peru e com a América Central.

Ele tranqüilizou ainda o setor bananeiro das Ilhas Canárias ao assegurar que haverá medidas de acompanhamento para evitar que o acordo tenha uma incidência negativa, já que supõe a redução da tarifa da banana produzida na Colômbia e Peru a 75 euros por tonelada em dez anos.

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