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09/04/2010 - 18h37

Egasur pedirá prorrogação de concessão para projeto elétrico no Peru

EFE
(corrige número de indenizados no sétimo parágrafo)
Lima, 9 abr (EFE).- A Empresa de Geração Elétrica Amazonas Sul (Egasur), de capital brasileiro, solicitará dentro de duas semanas a prorrogação de um ano na concessão temporária para os estudos técnicos do megaprojeto de geração hidrelétrica Inambari, que vence em junho, informaram hoje os diretores da empresa em Lima.

A Egasur, um consórcio integrado pela Eletrobrás, Furnas e OAS, tem a concessão temporária para desenvolver estudos sobre esse projeto, que demandará um investimento de US$ 4 bilhões e gerará 2.200 megawatts de eletricidade, dos quais uma parte será vendida ao Brasil.

A hidrelétrica Inambari, que será a quinta maior da América Latina, causou polêmica pelas características de sua construção, a quantidade de energia que gerará e sua proximidade ao frágil ecossistema do Parque Nacional Bahuaja Sonene, assim como pela quantidade de energia que será exportada ao Brasil em possível detrimento do mercado local.

O presidente da Egasur, Evandro Miguel, explicou em entrevista coletiva em Lima que "o Brasil quer uma cota fixa por 30 anos" e ressaltou que o Governo peruano será responsável por defini-la.

No entanto, Miguel indicou que "é possível que se consuma 50% de energia no Peru em 2015", por isso o excedente seria destinado ao Brasil.

Por outro lado, os diretores do consórcio brasileiro assinalaram que o objetivo de solicitar o adiamento da concessão temporária, que vence em 23 de junho, é reforçar o diálogo social com as populações que serão afetadas pelo projeto e evitar eventuais conflitos sociais.

O projeto, que compreende a construção em quatro anos de uma grande represa e a instalação e operação de uma central hidrelétrica de alta tecnologia no rio Inambari, implica a remoção de 3.400 pessoas, que serão indenizadas.

Sobre o montante total das indenizações, o presidente da Egasur indicou que se aproximam dos US$ 200 milhões.

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