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09/04/2010 - 12h58

Mercado pressiona e Fitch diminui nota da dívida da Grécia

EFE
(atualiza com mais informações).

Atenas, 9 abr (EFE).- A agência de classificação de riscos Fitch Ratings diminuiu hoje a nota da dívida de longo prazo da Grécia de "BBB+" para "BBB-" em meio às pressões dos mercados financeiros, que desconfiam das chances gregas de escapar por si só de sua grave crise econômica.

Em comunicado, a Fitch diz que o rebaixamento reflete "a intensificação dos desafios fiscais em resposta a uma perspectiva mais adversa para o crescimento econômico" e reitera sua opinião de que Atenas deve recorrer a ajudas financeiras externas.

A Grécia, no entanto, voltou a descartar hoje recorrer imediatamente à ajuda externa para fazer frente à crise.

O ministro das Finanças grego, Giorgos Papaconstantinou, afirmou que a Grécia "não tem intenção de fazer uso" do mecanismo definido pela União Europeia (UE) em março e que prevê ajuda para Atenas junto com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

A Fitch justifica sua nova nota para a dívida grega ao apontar as crescentes taxas de juros e as "atuais incertezas sobre a estratégia financeira do Governo grego no contexto de uma crescente volatilidade do mercado de capitais".

Segundo a agência, o forte aumento nas taxas de juros, junto à deterioração do crescimento econômico previsto, atrapalhará a Grécia na conquista de seus objetivos fiscais para 2010: reduzir o déficit para 8,7% do Produto Interno Bruto (PIB) e garantir que a dívida pública fique em torno de 120% do PIB.

Além disso, a Fitch leva em conta que o sistema bancário grego está sob pressão e, apesar de reconhecer "alguns primeiros indícios de melhora" graças ao compromisso do Governo em aplicar medidas de consolidação fiscal, a agência ainda não vê uma credibilidade consolidada desses esforços para reduzir o déficit por um período prolongado de tempo.

Por essa razão, a Fitch considera "vital que as autoridades gregas importem credibilidade de instituições externas, com um compromisso confiável de apoio financeiro" e assume como provável a necessidade de um "programa explícito do FMI" para devolver a confiança dos mercados diante das "ainda substanciais" necessidades gregas em médio prazo.

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