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09/04/2010 - 15h46

Países da zona do euro definem modalidades de ajuda à Grécia

EFE
Bruxelas, 9 abr (EFE).- Representantes dos Governos e bancos centrais dos países da zona do euro definiram as modalidades de uma eventual ajuda financeira à Grécia durante uma reunião técnica realizada ontem e hoje em Bruxelas.

Fontes da União Europeia (UE) informaram à Agência Efe que os elementos e detalhes importantes dessa ajuda já estão claros após os trabalhos destes dois dias, que coincidem com uma piora dos dados econômicos na Grécia e um grande nervosismo nos mercados.

"Se avançou muito em nível técnico. Os elementos estão definidos", garantiu a fonte, que pediu o anonimato.

Os 16 ministros da zona do euro devem se reunir em Madri na próxima sexta-feira antes da sessão informal do Conselho de ministro de Economia e Finanças (Ecofin).

Outras fontes envolvidas nas negociações asseguraram nesta semana que os europeus estão prontos para ativar o mecanismo de ajuda à Grécia caso o país peça.

Os líderes da zona do euro acordaram há duas semanas as características gerais desse instrumento financeiro de emergência, que constaria em sua maior parte de empréstimos estatais bilaterais e de uma contribuição "substancial" do Fundo Monetário Internacional (FMI).

A aplicação do mecanismo exigiria uma solicitação formal por parte do Governo grego, o que até agora não aconteceu, e a aceitação unânime dos membros da zona do euro.

A aceitação de todos os países do euro não significa que todos vão emprestar dinheiro à Grécia, esclareceram essas fontes, pois cada nação é soberana para decidir isso.

O compromisso político dos 16 membros também aponta que os juros sobre eventuais empréstimos não terão "nenhum elemento de subvenção", mas não há detalhes sobre seu cálculo.

Em casos parecidos, o cálculo dos juros toma como referência um período de tempo que reflita o verdadeiro risco e os fundamentos econômicos do país, mas em condições de mercado não perturbado.

Ultimamente, o Tesouro grego oferece aos investidores juros superiores a 7% para suas obrigações para dez anos, um recorde histórico desde a adesão do país ao euro e uma penalização que põe em risco o sucesso de seu duro ajuste orçamentário.

Se o Governo grego pedir ajuda, a Comissão Europeia (órgão executivo da UE) e o Banco Central Europeu (BCE) teriam que avaliar a situação para garantir que existe um plano de economia viável que gere superávit suficiente para devolver o dinheiro aos países em um prazo razoável.

Também corresponderia à Comissão e ao BCE propor o montante dos empréstimos bilaterais e os prazos de vencimento.

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