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10/04/2010 - 14h59

Mais da metade de Gaza segue às escuras por falta de combustível

EFE
Gaza, 10 abr (EFE).- Mais da metade da Faixa de Gaza, habitada por 1,5 milhão de palestinos, segue às escuras pelo segundo dia consecutivo devido à falta de combustível na única usina elétrica do território.

Moradores de Gaza disseram que desde ontem de manhã, quando os operários apagaram as quatro turbinas, a energia elétrica ainda não foi restituída.

A falta de fornecimento de energia se deve a uma nova crise entre os dois Governos palestinos, o do movimento islâmico Hamas em Gaza e o da Autoridade Nacional Palestina (ANP) na Cisjordânia, governado por Mahmoud Abbas. Ambos não entram em acordo sobre o pagamento da eletricidade.

O Governo de Gaza denunciou ontem que seus rivais da Cisjordânia reduziram o fornecimento semanal de 2,2 mil metros cúbicos para 750, o que provocou o apagão.

Já o Governo de Ramala confirmou o corte de energia com o argumento de que Gaza não faz o pagamento pela eletricidade e usa o dinheiro para pagar funcionários e mecanismos do Governo.

"Estamos fazendo todos os esforços para resolver o problema, mas não podemos sempre responder a todos os compromissos", disse Ghassan Khatib, porta-voz do primeiro-ministro da ANP, Salam Fayyad.

Segundo Khatib, "a usina de Gaza não envia ao Tesouro palestino o dinheiro que cobra dos consumidores e, portanto, cabe à ANP pagar a dívida", que nem sempre pode enfrentar.

A ANP argumenta que desde novembro vem pagando dois terços da conta de combustível para produzir eletricidade em Gaza, depois que a União Europeia deixou de fazê-lo para destinar os fundos a ajudar a famílias pobres.

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