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12/04/2010 - 17h33

Ucrânia renunciará a urânio altamente enriquecido até 2012

EFE
(Atualiza com comunicado conjunto de Obama e Yanukovich).

Washington, 12 abr (EFE).- A Ucrânia renunciará a seu urânio altamente enriquecido, suficiente para fabricar várias bombas nucleares, em um prazo de dois anos, anunciou hoje a Casa Branca, após uma reunião bilateral entre o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e o da Ucrânia, Viktor Yanukovich.

Em entrevista coletiva antes do início da Cúpula sobre Segurança Nuclear, que começa hoje em Washington, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, afirmou que "a Ucrânia anunciou a notável decisão de se desfazer de todos o seu arsenal de urânio altamente enriquecido até a realização da próxima cúpula sobre segurança nuclear, em 2012".

Segundo Gibbs, a Ucrânia conta com urânio suficiente para "fabricar várias armas nucleares", um total de cerca de "90 quilos" do material.

Por meio de um acordo, Washington fornecerá as assistências técnica e financeira necessárias para a realização do projeto.

O porta-voz da Casa Branca não especificou qual será o destino do material radioativo, que poderia ser os Estados Unidos. A transferência ocorreria "de maneira segura", similar à realizada pelo Chile em fevereiro.

Segundo o acordo, a Ucrânia se compromete a converter suas instalações de pesquisa nuclear de modo que possam funcionar com material radioativo de menor nível de enriquecimento.

Para Gibbs, o anúncio representa uma importante vitória para os EUA, que tentava "há dez anos" conseguir que a Ucrânia se desfizesse do material.

O presidente Obama "acredita que, graças a este anúncio e à transferência de urânio do Chile, o mundo se torna um lugar mais seguro", disse Gibbs.

Em comunicado conjunto, Obama louvou a "liderança" da Ucrânia na questão e de seu presidente Yanukovich - considerado mais favorável à Rússia que seu antecessor no cargo, Viktor Yushchenko.

Na reunião bilateral, apontou o comunicado, os dois líderes acordaram explorar vias para fortalecer a cooperação no uso da energia atômica, incluindo a diversificação do fornecimento de combustível nuclear para a Ucrânia.

Os dois países também colaborarão em matéria de segurança nuclear, incluindo os esforços para proteger o local do reator nuclear de Chernobyl.

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