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12/04/2010 - 18h04

Venezuela inaugura "guerrilhas de comunicação" para combater desinformação

EFE
Caracas, 12 abr (EFE).- O Governo venezuelano do presidente Hugo Chávez inaugurou hoje as primeiras "guerrilhas de comunicação", cuja missão será enfrentar a "desinformação" que, segundo o ponto de vista oficial, é promovida pelos meios de comunicação privados.

A ministra de Comunicação da Venezuela, Tania Díaz, dirigiu a ativação das operações acompanhada pelo ministro de Educação, Héctor Navarro, e da chefe administrativa do Distrito Federal de Caracas, Jaqueline Farías, que prestaram juramento hoje.

Díaz assinalou que a estratégia dos "guerrilheiros da comunicação" será baseada em "comunicar, mobilizar e organizar".

A iniciativa é dirigida a estudantes e jovens e será realizada na internet, telefonia celular, murais, atividades artísticas e culturais e imprensa alternativa, como as rádios e televisões comunitárias.

"A batalha midiática deve ser libertada todos os dias. Temos que enfrentar o silêncio midiático", disse Chávez ontem em seu programa "Alô Presidente!" referindo-se a essa "guerrilha".

O silêncio mencionado por Chávez é o guardado pelos meios de comunicação privados venezuelanos, especialmente pela rádio e televisão, em 13 de abril de 2002, quando o povo e as forças leais ao Governo abortaram o golpe de Estado realizado dois dias antes.

Naquela data, enquanto milhares de cidadãos tomavam as ruas e os paraquedistas resgatavam Chávez na ilha de La Orchila, os canais de televisão privados não transmitiam os acontecimentos políticos.

Embora ainda haja muitos pontos sem esclarecimentos sobre essa iniciativa, tudo parece indicar que as "guerrilhas" serão repletas de estudantes e jovens voluntários.

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