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15/04/2010 - 11h19

Grécia pede à CE, BCE e ao FMI discutir programa econômico

EFE
Atenas, 15 abr (EFE).- A Grécia pediu hoje à Comissão Europeia (CE), ao Banco Centro Europeu e ao Fundo Monetário Internacional que inicie uma discussão sobre um programa econômico no caso de Atenas decidir a recorrer à ajuda financeira do Eurogrupo.

A solicitação foi enviada em carta do ministro das Finanças grego, Yorgos Papaconstantinou, ao comissário europeu de Assuntos Monetários e Econômicos, Olli Rehn, ao presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, e ao diretor administrativo do Fundo Monetário Internacional, Dominique Strauss-Kahn.

A carta não significa que Atenas esteja ativando o mecanismo de ajuda europeia, mas segundo analistas significa que está pedindo que preparem os detalhes.

"De acordo com a declaração de 11 de abril de 2010 sobre o apoio à Grécia por parte dos Estados-membros da zona do euro, as autoridades da Grécia solicitam discussões com a CE, o BCE e o FMI", diz Papaconstantinou na carta divulgada por seu Ministério.

Pede que essas discussões versem "sobre um programa de vários anos de construção de estratégias econômicas baseadas nas conclusões de fevereiro, que poderiam ser apoiadas com assistência financeira de parte dos países-membros da zona do euro e do FMI, em caso de" a Grécia pedir tal ajuda.

"A carta faz parte de uma gestão normal que o Governo devia fazer para oficializar a gestão de discussão que está realizando em Bruxelas entre analistas desde 12 de abril para definir os detalhes sobre o mecanismo de ajuda", explicou à Agência Efe uma fonte do Ministério das Finanças.

"Não se trata de nenhuma maneira da ativação do mecanismo de ajuda à Grécia", insistiu a fonte, que pediu o anonimato.

Na carta, Atenas pede a determinação dos detalhes do tipo de ajuda e as condições não só para o ano corrente, mas para 2011 e 2012.

No domingo passado, os países da eurozona pactuaram conceder à Grécia, em caso de necessidade, créditos no valor de US$ 30 bilhões de euro, com taxas de juros em torno de 5%, para ajudar a Atenas a sortear uma possível moratória do país.

O acordo para o concretização dessa ajuda, à qual se somaria outra do FMI de até US$ 15 bilhões de euros, deu fôlego à dívida grega.

O diferencial entre o bônus grego e o "Bund" alemão, que tinha disparado nesta manhã para os 426 pontos básicos, com taxas de juros de 7,36%, reagiu em baixa imediatamente após saber dos termos da carta, situando-se nos 398 pontos básicos às 9h53 (de Brasília).

Por sua vez, a Bolsa de Atenas inverteu na primeira hora da tarde sua tendência de baixa e alcançou alta de 1,04%.

O Governo grego adotou um plano de economia que pretende reduzir o déficit público em quatro pontos percentuais em 2010, até 8,7% do Produto Interno Bruto (PIB), mas nos mercados internacionais persiste o ceticismo sobre a capacidade Atenas de alcançar seus objetivos.

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