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18/04/2010 - 14h43

Pilotos britânicos querem ser consultados sobre reabertura de espaço aéreo

EFE
Londres, 18 abr (EFE).- O sindicato britânico de pilotos pediu hoje uma consulta do Governo sobre a reabertura do espaço aéreo do Reino Unido, fechado desde a quinta-feira por causa da nuvem de cinza vulcânica procedente de um vulcão que entrou em erupção na Islândia, e exigiu um plano de resgate para o setor.

Em comunicado, a Associação Britânica de Pilotos de Companhias Aéreas (BALPA, na sigla em inglês) apontou que respeita a decisão do Centro de Controle do Tráfego Aéreo (NATS, na sigla em inglês) de impor as restrições, mas pediu às autoridades que consultem responsáveis de outros países que têm mais experiência em circunstâncias similares.

"Esta não é a primeira erupção vulcânica no mundo, mas é a primeira vez que um espaço aéreo tão extenso é fechado durante tanto tempo e indeterminadamente", afirmou.

O sindicato que representa os pilotos se perguntou "se o NATS e o Escritório Meteorológico contrastaram suas conclusões com a de seus colegas em outras partes do mundo, muitos dos quais têm uma maior experiência prática em tratar de nuvens de cinzas causadas por erupções vulcânicas".

"Também queremos saber que critério será empregado para decidir quando voltará a ser seguro abrir o espaço aéreo. Continuará sendo baseado em modelos informáticos? Será levada em conta a experiência prática?", se perguntaram os pilotos, no comunicado.

O secretário-geral da BALPA, Jim McAuslan, considera "estas perguntas importantes" e que dado que "os pilotos têm a responsabilidade em última instância" no referente à segurança dos passageiros, "queremos saber em função de que argumentos será tomada a decisão de reabrir o espaço aéreo".

"Temos vontade de ajudar a analisar a informação atual, identificar possíveis corredores de voo e oferecer a opinião dos pilotos. Podemos fornecer experiência, só é preciso que nos perguntem", assegurou.

McAuslan alertou sobre a grave repercussão que esta paralisação brusca tem em um setor, que já foi muito afetado pelo impacto da recessão econômica mundial.

"O impacto financeiro no curto prazo não podia ser mais grave para um setor que já arrastava os efeitos da crise. Várias companhias estão vendo a quebra de perto", alertou.

"O Governo tem que dar um passo adiante e ter o mesmo enfoque que quando manteve os bancos flutuando", acrescentou McAuslan.

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