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19/04/2010 - 10h33

UE nega que fechamento do espaço aéreo tenha sido decisão "irracional"

EFE
Bruxelas, 19 mar (EFE).- A Comissão Europeia negou hoje que o fechamento do espaço aéreo na Europa por causa da nuvem de cinzas gerada pela erupção de um vulcão na Islândia tenha sido uma decisão "irracional".

"Todas as decisões tomadas até agora se basearam nas diretrizes de segurança da Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO, na sigla em inglês)", disse, em entrevista coletiva, o comissário de Transportes europeu, Siim Kallas.

"Não podemos contradizer estas diretrizes", acrescentou Kallas, que afirmou que a Europa não seguiu os eventos de forma "irracional".

"Não se pode dizer que o sistema europeu tenha falhado", afirmou, e explicou que se trata de um "acontecimento sem precedentes" e que as medidas adotadas devem ser baseadas em dados científicos e não podem comprometer a segurança.

Perguntado sobre a comparação entre o sistema europeu e o americano, supostamente mais efetivo nestas situações, o comissário afirmou que na Europa a decisão de fechar o tráfego aéreo depende diretamente das autoridades nacionais, enquanto nos Estados Unidos são os operadores que decidem.

O comissário reconheceu que a fragmentação causada pelas diferentes decisões de cada país limita a disponibilidade do espaço aéreo europeu e que este será um dos aspectos analisados na tarde de hoje por ministros dos 27 países-membros da União Europeia (UE).

"Esta situação não é sustentável", reconheceu Kallas e acrescentou que agora ficou claro que não se pode simplesmente esperar que a nuvem tenha se dissipado.

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