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24/04/2010 - 14h53

Bancos rejeitam impostos para o setor financeiro propostos pelo FMI

EFE
Washington, 24 abr (EFE).- O Instituto de Finanças Internacionais, que reúne os principais bancos do mundo, rejeitou hoje a proposta do Fundo Monetário Internacional de impor dois encargos ao setor financeiro para pagar por futuros resgates e coibir a tomada de risco.

O diretor-gerente do Instituto, Charles Dallara, expressou a oposição da associação em carta enviada ao G20, de onde saiu a ideia original.

"Qualquer obrigação financeira adicional imposta ao setor bancário não deve atrapalhar sua capacidade de proporcionar crédito para sustentar a recuperação, particularmente em um momento no qual incorpora novos requisitos sobre seu nível de reservas e liquidez", disse Dallara.

O FMI propôs um imposto que, inicialmente, seria cobrado de todas as entidades financeiras por igual e que posteriormente variaria conforme o nível de risco assumido por cada uma.

A renda seria acumulada em um fundo para custear futuros resgates dos bancos ou entraria na conta corrente dos cofres públicos.

O segundo imposto taxaria os salários e bonificações que as entidades financeiras pagam, assim como seus lucros.

Dallara ressaltou que, na sua opinião, a existência de um fundo para pagar resgates futuros tornaria mais difícil que os Governos deixassem os bancos quebrarem, o que é necessário para manter a disciplina do mercado.

O diretor-gerente do Instituto afirmou que no lugar dos impostos, os Governos devem entrar em acordo sobre um sistema internacional para desmantelar grandes entidades financeiras.

O Fundo apóia a criação de um mecanismo desse tipo, mas propôs combiná-lo com os novos impostos.

O organismo deverá apresentar um relatório final a respeito na cúpula presidencial do G20 em junho, depois da falta de consenso sobre o tema no encontro ministerial do Grupo, que aconteceu nesta sexta-feira.

Estados Unidos, França e Reino Unido são a favor da ideia, enquanto o Brasil e o Canadá se manifestaram contra.

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