UOL Notícias Economia

BOLSAS

CÂMBIO

 

24/04/2010 - 08h23

Obama está satisfeito com a recuperação da indústria automotiva

EFE
Washington, 24 abr (EFE).- O presidente Barack Obama disse hoje que está satisfeito com a recuperação da indústria automotiva dos Estados Unidos, e reiterou a necessidade de uma reforma no setor financeiro ao qual atribuiu a maior responsabilidade pela crise econômica.

Quando a recessão se instalou, a indústria automotiva - um dos eixos econômicos do país - admitiu que estava à beira do colapso.

As mais afetadas, junto com a Ford, foram a General Motors e a Chrysler, às que o Governo decidiu apoiar financeiramente apesar das críticas.

"Muitos temeram que estivéssemos atirando o dinheiro, que os contribuintes perderiam grande parte de seus investimentos e que essas empresas quebrariam", disse Obama em seu habitual discurso dos sábados.

"Um ano depois, no entanto, o panorama é bem diferente. A indústria está se recuperando a um ritmo que poucos poderiam pensar que fosse possível", assinalou.

Nesta semana, a GM anunciou que pagaria os empréstimos e os juros com cinco anos de antecipação. A empresa não só se recuperou como voltou a contratar, chamou 45 mil pessoas para suas unidades.

A Chrysler também quitou os empréstimos e os respectivos juros, assinalou.

Obama acrescentou que o resgate financeiro da indústria, que "era absolutamente necessário para impedir um desastre econômico ainda maior", custará ao contribuinte uma fração do que originalmente foi previsto.

Como resultado, a indústria automotiva é agora mais estável e a economia está em melhor situação, sustentou.

O presidente indicou que parte da crise dessa indústria, e uma das principais causas dos problemas econômicos do país, surgiram no setor financeiro.

"Sem normas de bom senso, as empresas de Wall Street assumiram riscos enormes e irresponsáveis que colocaram em perigo o sistema financeiro e prejudicaram quase todos os setores de nossa economia", manifestou.

Diante dessa situação, Obama disse nesta semana que a reforma do sistema financeiro é o seu novo objetivo. A meta é tornar as operações das empresas financeiras transparentes e, com isso, proteger os consumidores.

As reformas, para as quais pediu os votos dos republicanos e dos democratas no Congresso, colocarão um fim "de uma vez por todas" aos resgates financeiros com o dinheiro dos contribuintes, manifestou.

"Dessa forma, restabeleceremos a confiança em nossos mercados e vamos acabar com o ciclo da crise. Depois de dois anos difíceis, não só reviveremos nossa economia, mas ajudaremos a reconstruí-la mais forte do que nunca", assegurou.

Compartilhe:

    Hospedagem: UOL Host